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Meditação Diária - Janeiro de 2017

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A CAMINHO DO Lar
ELLEN G. WHITE
Ao povo comum
1° de janeiro

As palavras que Eu vos tenho dito são espírito e são vida. João 6:63

A Bíblia não foi escrita apenas para os eruditos; pelo contrário, destina-se às pessoas comuns. As grandes verdades indispensáveis para a salvação são apresentadas com a clareza do sol do meio-dia; ninguém errará nem se perderá no caminho, exceto os que seguirem seus próprios julgamentos, em vez da von­tade revelada de Deus.

Não devemos aceitar o testemunho de homem algum quanto aos ensinamen­tos das Escrituras, mas devemos estudar por nós mesmos as palavras de Deus. Se permitirmos que outros pensem por nós, nossa energia e as habilidades que adquirimos se atrofiarão. Os poderes nobres da mente poderão ficar tão debili­tados pela falta de exercício nos temas que mereçam concentração que poderão perder a capacidade de compreender o profundo significado da Palavra de Deus. A mente se expandirá se for empregada para verificar como os assuntos da Bíblia se relacionam entre si, e na comparação de passagem com passagem, coisas espirituais com coisas espirituais.

Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão capaz de elevar nossos pensamentos e dar vigor às faculdades como as grandiosas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, as pessoas teriam a mente mais esclarecida e firmeza de propósito, coisas raramente vistas nos dias de hoje.

É muito pequeno o benefício que se tira de uma leitura apressada da Bíblia. Pode-se ler a Bíblia inteira sem que se veja sua beleza ou se compreenda sua pro­fundidade, nem seus significados escondidos. Tem mais valor uma passagem estu­dada até que seu significado fique claro, e sua relação com o plano da salvação se torne evidente, do que percorrer os olhos por vários capítulos sem um propósito definido e sem que se obtenha alguma instrução. Esteja sempre com sua Bíblia. Leia-a sempre que tiver oportunidade; decore as passagens. Mesmo andando pelas ruas, você pode ler uma passagem e meditar sobre ela, fixando-a na mente.

Não podemos obter sabedoria sem fervorosa atenção e estudo acompanhado de oração. [...] Deve haver cuidadosa pesquisa, reflexão e oração. Um estudo assim será ricamente recompensado. [...]

A Bíblia nunca deveria ser estudada sem oração. Antes de abrir suas pági­nas, devemos pedir a iluminação do Espírito Santo, e a receberemos (Caminho a Cristo, p. 89-91).

O alimento do espírito
2 de janeiro

Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. Lucas 4:4, ARC

Educação nada mais é do que um preparo das faculdades físicas, intelectuais e espirituais para o melhor cumprimento de todos os deveres da vida. A capacidade de resistência e a força e atividade do cérebro são diminuídas ou aumentadas pela maneira como são empregadas. A mente deve ser disciplinada de modo que todas as suas faculdades sejam simetricamente desenvolvidas. [...]

A natureza de uma experiência religiosa é revelada pelo tipo de livro que a pessoa escolhe para ler em seus momentos de lazer. Para ter mente saudável e firmes princípios religiosos, os jovens devem viver em comunhão com Deus, com o auxílio de Sua Palavra. Indicando o caminho da salvação por meio de Cristo, a Bíblia é nosso guia para uma vida mais elevada e melhor. Ela contém as mais interessantes e instrutivas histórias e biografias que já foram escritas. Aqueles cuja imaginação não se tornou pervertida pela leitura de ficção acharão a Bíblia o mais interessante dos livros.

A Bíblia é o Livro dos livros. Se você ama a Palavra de Deus, buscando-a quando tem oportunidade, para que possua seus ricos tesouros e esteja perfei­tamente preparado para toda boa obra, então pode estar certo de que Jesus o está atraindo. Ler as Escrituras de maneira casual, sem procurar compreender as lições de Cristo a fim de que possa satisfazer as exigências dEle, não é sufi­ciente. Há tesouros na Palavra de Deus que só podem ser descobertos cavando fundo na mina da verdade.

A mente carnal rejeita a verdade; mas a pessoa que é convertida experimenta maravilhosa transformação. O Livro que antes era sem atrativos porque revelava verdades que testificam contra o pecador se torna agora o alimento do espírito, a alegria e consolação da vida. O Sol da Justiça ilumina as páginas sagradas, e o Espírito Santo fala à pessoa por intermédio delas. [...]

Quem tem cultivado o gosto pelas leituras fúteis, volte agora a atenção à firme palavra da profecia. Tome a Bíblia e comece a estudar com renovado interesse os sagrados registros do Antigo e do Novo Testamentos. Quanto mais frequente e mais diligentemente estudar a Bíblia, tanto mais bela se tornará, e menos prazer você terá nas leituras fúteis. Ligue esse precioso Livro ao coração. Ele será para você não só um amigo, mas um guia (Mensagem aos Jovens, p. 271, 273, 274).

A única regra de fé
3 de janeiro

Quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna. João 5:24

A Bíblia é a única regra de fé e doutrina. [...]

Os que estão ensinando a mensagem mais importante que já foi dada ao mundo devem disciplinar a mente para compreender seu significado. O tema da redenção suportará o estudo mais concentrado, e sua profundidade não será jamais explorada completamente. Não há razão para temer que esse maravilhoso assunto se esgote. Bebam profundamente da fonte da salvação. Vão à fonte para que vocês sejam totalmente revigorados, para que Jesus Se torne em vocês uma fonte a jor­rar para a vida eterna. Só a verdade e a religião da Bíblia resistirão à prova do juízo. Não devemos deturpar a Palavra de Deus para acomodá-la à nossa conveniência e interesses mundanos, mas precisamos perguntar sinceramente: "Que queres que faça?" (At 9:6, ARC). "Não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por preço" (1Co 6:19,20). E que preço! "Não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro [...], mas pelo precioso sangue [...] de Cristo" (1Pe 1:18, 19). Quando o ser humano se perdeu, o Filho de Deus disse: Eu o redimirei; Eu serei seu fiador e substituto. Jesus pôs de lado Suas vestiduras reais, revestiu Sua divindade com a humanidade e des­ceu do trono real para poder chegar até o fundo da miséria e tentação humanas, levantar nossa natureza caída e possibilitar que sejamos vitoriosos, filhos de Deus, herdeiros do reino eterno. Permitiremos, então, que alguma consideração terrena nos desvie do caminho da verdade? Não desafiaremos toda doutrina e teoria, sub­metendo-a à prova da Palavra de Deus?

Não devemos permitir que nenhum argumento humano nos desvie de uma pesquisa completa sobre a verdade bíblica. As opiniões e os costumes das pes­soas não devem ser recebidos como se tivessem autoridade divina. Deus revelou em Sua Palavra em que consiste todo o dever do ser humano, e não devemos nos separar da grande norma de justiça. Ele enviou Seu Filho unigênito para que fosse nosso exemplo, e nos convida a ouvir e seguir Jesus. Não devemos nos afastar da verdade segundo ela é em Cristo, porque pessoas professamente boas e admi­radas colocam certas ideias acima das singelas declarações da Palavra de Deus.

A obra de Cristo é atrair as pessoas do que é falso para o que é verdadeiro e genuíno. "Quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (Jo 8:12) (Fundamentos da Educação Cristã, p. 126-128).

Contemple as maravilhas
4 de janeiro

Para e considera as maravilhas de Deus. Jó 37:14

Pessoas piedosas e de talento vislumbram as realidades eternas; porém, muitas vezes, deixam de compreendê-las porque as coisas visíveis ofus­cam a glória do invisível. Quem quiser ter êxito na busca pelo tesouro escon­dido precisa se lançar em busca de coisas mais elevadas do que as deste mundo. Suas afeições e todas as suas capacidades precisam ser consagradas à pesquisa.

A desobediência tem fechado a porta a uma grande soma de conhecimentos que poderiam ser obtidos das Escrituras. Compreensão significa obediência aos mandamentos de Deus. As Escrituras não devem ser adaptadas ao precon­ceito e à descrença dos seres humanos. Somente podem entendê-las aqueles que humildemente procuram o conhecimento da verdade para poder obedecer-lhe.

Pergunta: Que preciso fazer para ser salvo? Antes de iniciar a pesquisa, é pre­ciso depor as opiniões preconcebidas, as ideias herdadas e cultivadas. Se você examinar as Escrituras para justificar opiniões próprias, nunca alcançará a verdade. Pesquise para aprender o que o Senhor diz. Se ao estudar, vier a convicção, se verificar que suas opiniões acariciadas não estão em harmonia com a verdade, não interprete mal a verdade para acomodá-la à sua crença, antes aceite a luz con­cedida. Abra a mente e o coração para que você possa contemplar as maravilhas da Palavra de Deus.

A fé em Cristo, como o Redentor do mundo, exige o reconhecimento de uma inteligência esclarecida, dirigida por um coração que pode discernir e ava­liar o tesouro celestial. Essa fé é inseparável do arrependimento e transforma­ção de caráter. Ter fé significa achar e aceitar o tesouro do evangelho com todos os deveres que o mesmo impõe. [...]

Necessitamos da iluminação do Espírito Santo para discernir as verdades da Palavra de Deus. As coisas aprazíveis do mundo natural não são vistas sem que o Sol, dissipando as trevas, as inunde de luz. Assim, as preciosidades da Palavra de Deus não são apreciadas sem ser reveladas pelos brilhantes raios do Sol da Justiça.

O Espírito Santo enviado do Céu, pela benevolência do infinito amor, toma as coisas de Deus e as revela a toda pessoa que tem fé implícita em Cristo. Por Seu poder, as verdades vitais das quais depende a salvação são impressas na mente, e o caminho da vida torna-se tão claro, que ninguém precisa se desviar (Parábolas de Jesus, p. 112, 113).

Habite em atmosfera celestial
5 de janeiro

Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. Jeremias 33:3

Aquele que, com espírito sincero e receptivo, estuda a Palavra de Deus, - procurando compreender as suas verdades, será colocado em contato com seu Autor; e, a menos que não o queira, não haverá limites às possibili­dades para o seu desenvolvimento.

Em sua vasta série de estilos e assuntos, a Bíblia tem algo para despertar o interesse de todas as mentalidades e apelar a cada coração. Em suas páginas se encontram as mais antigas histórias, as mais fiéis biografias; princípios governa­mentais para a orientação de Estados e para a direção do lar - princípios que a sabedoria humana jamais igualou. Contém a mais profunda filosofia, a poesia mais suave e sublime, mais comovente e emocionante. Mesmo sob essa pers­pectiva, os escritos da Bíblia são de um valor infinitamente superior ao das obras de qualquer autor humano; mas, sob o ponto de vista de sua relação para com o grandioso pensamento central, eles são de um alcance infinitamente maior. Encarado à luz desse conceito, cada tópico tem novo significado. Nas verdades mais singelamente referidas, estão envolvidos princípios que são tão altos como o Céu e abrangem a eternidade. [...]

Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua experiência na vida, pode ter a companhia que preferir. Em suas páginas, pode se relacionar com o que há de mais nobre e melhor no ser humano e ouvir a voz do Eterno ao falar com as pessoas.

Ao estudar e meditar nos temas que "os anjos anseiam observar" (1Pe 1:12, NVI), o ser humano pode ter a companhia deles. Pode seguir os passos do Mestre celestial e ouvir as Suas palavras, como quando Ele ensinava nas montanhas, nas planícies e junto ao mar. Neste mundo, pode habitar em atmosfera celestial, comunicando aos tristes e tentados da Terra pensamentos de esperança e santi­dade; pode desenvolver uma comunhão cada vez mais íntima com o Ser invisível [...], aproximando-se mais dos limites do mundo eterno, e isso até que se abram os portais e ele entre. Não se sentirá um estranho ali. As vozes que o saudarem serão as daqueles seres santos que, na Terra, foram seus companheiros invisí­veis; vozes que ele aqui aprendeu a distinguir e amar. A pessoa que, pela Palavra de Deus, viveu em ligação com o Céu, estará à vontade na companhia dos seres celestiais (Educação, p. 125, 127).

Uma transcrição da vontade de Deus
6 de janeiro

Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti. Salmo 119:11

Nos preceitos de Sua santa lei, Deus concedeu uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que, até o fim do tempo, essa lei, imutável num jota ou num til, deve manter suas reivindicações sobre os seres humanos. Cristo veio para engran­decer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor às pessoas, e que a obediência a seus preceitos compre­ende todo o dever da humanidade. Em Sua vida, Jesus deu exemplo de obediên­cia à lei de Deus. No sermão da montanha, Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e alcançam os pensamentos e as intenções do coração.

A lei, quando obedecida, leva as pessoas a renegar "a impiedade e as pai­xões mundanas" e a viver "no presente século, sensata, justa e piedosamente" (Tt 2:12). No entanto, o inimigo de toda a justiça tornou cativo o mundo e tem levado homens e mulheres à desobediência à lei. Conforme previu Paulo, multi­dões têm se desviado das claras e profundas verdades da Palavra de Deus e escolhido ensinadores que lhes apresentem as fábulas que desejam. Muitos, tanto entre pastores como entre o povo, estão tripudiando sobre os mandamentos de Deus. Assim é insultado o Criador do mundo, e Satanás ri triunfante aos suces­sos de seus enganos.

Com o crescente desprezo pela lei de Deus, há uma progressiva aversão à religião, uma intensificação do orgulho, do amor aos prazeres, da desobediên­cia aos pais e da tolerância consigo mesmo. Em todas as partes, pessoas atentas estão perguntando ansiosas: "O que se pode fazer para corrigir esses alarman­tes males?" A resposta está na exortação de Paulo a Timóteo: "Prega a Palavra" (2Tm 4:2). Na Bíblia, estão os únicos princípios seguros de ação. Ela é um trans­crito da vontade de Deus, uma expressão da divina sabedoria. Abre à compreen­são do ser humano os grandes problemas da vida. A todos os que abraçam seus preceitos, ela se provará um guia infalível, livrando-os de arruinarem a vida em esforços desorientados.

Deus fez conhecida a Sua vontade, e é insensatez da parte das pessoas ques­tionar o que saiu de Seus lábios. Depois que falou a Infinita Sabedoria, não pode haver questões ambíguas para o ser humano solucionar, nem pode haver possibi­lidades vagas a serem por ele ajustadas. Tudo o que dele se requer é sincera con­formidade com a expressa vontade de Deus. A obediência é o mais alto princípio da razão, bem como da consciência (Atos dos Apóstolos, p. 505, 506).

O plano da salvação claramente traçado
7 de janeiro

Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Eclesiastes 12:13

Na Bíblia, é definido todo o dever do ser humano. Salomão declara: "Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem" (Ec 12:13). A vontade de Deus é revelada em Sua Palavra escrita, e esse é o conhecimento essencial. A sabedoria humana e a familiaridade com os idio­mas de diversas nações são um auxílio na obra missionária. A compreensão dos costumes das pessoas, ou seja, do lugar e da época dos acontecimentos, é conhe­cimento prático, pois ajuda a esclarecer as figuras da Bíblia a realçar o poder das lições de Cristo; mas não é absolutamente necessário saber essas coisas. O pere­grino pode encontrar o caminho preparado para ser palmilhado pelos remidos, e não haverá desculpa para quem perecer devido à má compreensão das Escrituras.

Na Bíblia, é declarado todo princípio vital, explicado todo dever, eviden­ciada toda obrigação. Todo o dever humano é resumido pelo Salvador, nestas palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. [...] Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22:37, 39). Na Palavra, o plano da salvação está claramente delineado. A dádiva da vida eterna é prometida sob a condição de salvadora fé em Cristo. O atraente poder do Espírito Santo é assinalado como um instrumento na obra da salvação das pessoas. A recompensa dos fiéis e o castigo dos culpados são expostos com clareza. A Bíblia contém a ciência da salvação para todos os que querem ouvir as palavras de Cristo e colocá-las em prática.

Diz o apóstolo: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3:16, 17). A Bíblia é intérprete de si mesma. Uma passagem será a chave que revelará outras passagens, e, desse modo, haverá luz sobre o significado oculto da Palavra. Comparando diversos textos que tratam do mesmo assunto e exa­minando sua relação em todo o sentido, ficará evidente o verdadeiro significado das Escrituras. [...]

O Senhor Deus, o Criador do universo, deu o evangelho ao mundo a um preço infinito (Fundamentos da Educação Cristã, p. 186-188).

Ouvindo a voz de Jesus
8 de janeiro

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. João 5:39

Deus nos fala por meio de Sua Palavra. É ali que encontramos em linhas mais claras a revelação de Seu caráter, de Sua maneira de tratar as pessoas e da grande obra de redenção. Ali, diante de nós, está a história dos patriarcas, dos profetas e de outros homens santos da antiguidade. Eram indivíduos sujeitos "aos mesmos sentimentos" (Tg 5:17). Vemos que eles, assim como nós, lutaram com situações desanimadoras; vemos como caíram em tentação da mesma forma que também caímos e, no entanto, levantaram-se e venceram mediante a graça de Deus. Ao vermos esses exemplos, nos animamos em nossa luta para alcan­çar a justiça. Ao lermos sobre as preciosas experiências que lhes foram concedi­das, a luz, o amor e as bênçãos que desfrutavam, e o trabalho realizado por meio da graça que lhes era dada, o espírito que os inspirava acende em nosso coração uma chama que inspira em nós o desejo de sermos semelhantes a eles no cará­ter e de andarmos com Deus como eles andaram.

Jesus disse a respeito das Escrituras do Antigo Testamento - e quanto mais isso é verdade com relação ao Novo Testamento - "elas mesmas que testificam de Mim", o Redentor, Aquele em quem está centralizada nossa esperança de vida eterna (Jo 5:39). Sim, toda a Bíblia fala de Cristo. Desde o primeiro registro da criação, pois "sem Ele, nada do que foi feito se fez" (Jo 1:3), até a promessa final, "Eis que venho sem demora" (Ap 22:12), lemos sobre Suas obras e ouvimos Sua voz. Se você quiser conhecer o Salvador, estude as Santas Escrituras, a Bíblia.

Encha o seu coração com as palavras de Deus. Elas são a água viva que irá saciar a sua sede. Elas são o pão vivo que vem do Céu. Jesus declara: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (Jo 6:53). De Si mesmo, Ele diz: "As palavras que Eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6:63). Nosso corpo é formado pelo que comemos e bebemos. Como acontece na vida física, assim também ocorre na vida espiritual: é aquilo em que meditamos, que dará força e vigor à nossa natureza espiritual.

A redenção é um tema que os anjos apreciam estudar; e será a ciência e o cân­tico dos remidos ao longo dos séculos infindáveis da eternidade. Esse não seria um assunto digno de cuidadoso estudo desde agora? (Caminho a Cristo, p. 87-89).

As chaves do Céu
9 de janeiro

Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus. Mateus 16:79

Jesus continuou: "Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16:18). A palavra Pedro significa pedra - uma pedra que rola. Pedro não era a rocha sobre a qual a igreja estava fundada. As portas do inferno prevaleceram contra ele quando negou seu Senhor com maldição e xingamento. A igreja foi edificada sobre alguém contra o qual as portas do inferno não podiam prevalecer. [...]

"Sobre esta pedra", disse Jesus, "edificarei a Minha igreja" (Mt 16:18). Na pre­sença de Deus e de todos os seres celestiais, em presença do invisível exército do inferno, Cristo fundou a Sua igreja sobre a Rocha viva. A Rocha é o próprio Jesus - Seu corpo -, quebrantado e ferido por nós. Contra a igreja edificada sobre este fundamento, não prevalecerão as portas do inferno.

A igreja parecia tão fraca quando Cristo proferiu essas palavras! Havia apenas um punhado de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demô­nios e das pessoas más. No entanto, os seguidores de Cristo não deveriam temer. Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos.

Durante seis mil anos, a fé tem sido edificada sobre Cristo. Por seis mil anos, as inundações e tempestades da ira satânica têm batido de encontro à Rocha de nossa salvação; ela, porém, permanece inabalável.

Pedro expressara a verdade que é o fundamento da fé mantida pela igreja, e Jesus o honrou então como o representante de todo o corpo de crentes. Disse: "Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus; o que ligares na Terra terá sido ligado nos Céus; e o que desligares na Terra terá sido desligado nos Céus" (Mt 16:19).

"As chaves do reino dos Céus" são as palavras de Cristo. Todas as palavras da Santa Escritura são dEle e acham-se aqui incluídas. Essas palavras têm poder para abrir e fechar os Céus. Declaram as condições sob as quais as pessoas são rece­bidas ou rejeitadas. Assim, a obra dos que pregam a Palavra de Deus é um cheiro de vida para vida ou de morte para morte. Sua missão está repleta de resultados eternos (O Desejado de Todas as Nações, p. 412-414).

Sem rival
10 de janeiro

Os Teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros. Salmo 119:24

Nenhum outro estudo enobrecerá cada pensamento, sentimento e aspiração como o estudo das Escrituras. Essa Sagrada Palavra é a vontade de Deus a nós revelada. Nela, podemos descobrir o que Deus espera dos seres formados à Sua imagem. Nela, podemos aprender como aperfeiçoar a vida presente e como asse­gurar a vida futura. Nenhum outro livro pode satisfazer as indagações da mente e os anseios do coração. Ao obter o conhecimento da Palavra de Deus e dar ouvi­dos a ela, os seres humanos erguem-se da mais profunda ignorância e degradação para se tornarem filhos de Deus, companheiros de anjos sem pecado.

O claro conceito do que Deus é e do que Ele requer que sejamos nos dará outra visão do ser humano. Aquele que estuda corretamente a Palavra Sagrada aprenderá que o intelecto humano não. é onipotente; que, sem o auxílio que ninguém senão Deus pode dar, a força e a sabedoria humanas não passam de fra­queza e ignorância.

Como poderoso meio de educação, a Bíblia não tem rival. Nada comunicará mais vigor a todas as faculdades do que os estudantes se aplicarem a compreender as maravilhosas verdades da revelação. A mente se adapta, de forma gradual, aos assuntos sobre os quais se lhe permite demorar. Se apenas se ocupa com assun­tos comuns, excluindo temas importantes e elevados, vai se tornar medíocre e enfraquecida. Se nunca for solicitada a lidar com problemas difíceis ou obrigada a compreender verdades importantes, a mente perderá, depois de algum tempo, a capacidade de se desenvolver.

A Bíblia é a mais vasta e mais instrutiva história que os seres humanos pos­suem. Ela veio pura da fonte da verdade eterna, e uma divina mão preservou sua pureza ao longo dos séculos. Seus brilhantes raios penetram o mais distante pas­sado, onde a pesquisa humana tenta, em vão, chegar. Só na Palavra de Deus encon­tramos um relato autêntico da criação. Nela contemplamos o poder que lançou os fundamentos da Terra e estendeu os céus. Somente aí podemos encontrar a história humana, não contaminada pelo preconceito ou pelo orgulho.

Na Palavra de Deus, a mente encontra assunto para a mais profunda refle­xão, a mais sublime aspiração. Por meio dela, podemos não só manter comunhão com patriarcas e profetas, mas ouvir a voz do Eterno falando com as pessoas. Ali contemplamos a majestade do Céu (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 24, 25).

Energia criadora
11 de janeiro

Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles. Salmo 33:6

A energia criadora que trouxe os mundos à existência está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder e gera vida. Cada ordenança é uma promessa. Quando é aceita voluntariamente e recebida no coração, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza e restaura o ser humano à imagem de Deus.

A vida assim comunicada é mantida de maneira idêntica. As pessoas vive­rão "de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4:4, ARC).

A mente e a alma são constituídas por aquilo de que se alimentam. Fica sob nossa responsabilidade decidir com que se alimentarão. Está dentro das possibi­lidades de qualquer pessoa escolher os assuntos que ocuparão seus pensamentos e moldarão seu caráter. Em relação a todo ser humano privilegiado pelo acesso às Escrituras, Deus diz: "Eu lhes escrevi todos os ensinos da Minha lei". "Clame a Mim e Eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não sabe" (Os 8:12; Jr 33:3, NVI). [...]

A Palavra de Deus, da mesma forma que o caráter de seu Autor, apresenta mistérios que jamais poderão ser compreendidos amplamente por seres finitos. Porém, Deus concedeu nas Escrituras evidências suficientes da autoridade divina delas. A própria existência de Deus, Seu caráter e a veracidade de Sua Palavra são estabelecidos por testemunhos que falam à nossa razão; e esses testemu­nhos são abundantes. Realmente Ele não removeu a possibilidade da dúvida; a fé precisa se firmar sobre a evidência e não sobre a demonstração. Os que dese­jam duvidar terão oportunidade para isso; porém, aqueles que desejam conhe­cer a verdade encontrarão terreno amplo para a fé.

Não temos motivos para duvidar da Palavra de Deus por não podermos compreender os mistérios de sua providência. Na natureza, estamos constan­temente rodeados de maravilhas que estão além de nossa compreensão. Não deveríamos, então, ficar surpresos ao encontrar também no mundo espiritual mistérios que não podemos sondar? A dificuldade está unicamente nas limita­ções da mente humana.

Os mistérios da Bíblia, longe de ser um argumento contra ela, estão entre as maiores evidências de sua inspiração divina (Educação, p. 126, 127, 169, 170).

A morte da natureza carnal
12 de janeiro

O que me consola na minha angústia é isto: que a Tua palavra me vivifica. Salmo 119:50

A vida de Cristo, que dá vida ao mundo, acha-se em Sua palavra. Era por Sua palavra que Cristo não apenas curava as pessoas, mas também expulsava os demônios; por Sua palavra, acalmava o mar e ressuscitava os mortos; e o povo dava testemunho de que Sua palavra era dita com poder. Ele falava a palavra de Deus, como o fizera por intermédio de todos os profetas e instrutores do Antigo Testamento. Toda a Bíblia é uma manifestação de Cristo, e o Salvador desejava fixar, na palavra, a fé manifestada por Seus seguidores. Quando Sua presença visível fosse retirada, a palavra deveria ser sua fonte de poder. Como seu Mestre, deveriam viver "de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4:4, ARC). [...]

À medida que a fé recebe e assimila os princípios da verdade, eles se tornam parte do próprio ser e a força motriz da vida. A palavra de Deus, recebida na alma, molda os pensamentos e entra no desenvolvimento do caráter.

Seremos fortalecidos se olharmos sempre para Jesus com os olhos da fé. Deus fará as mais preciosas revelações a Seu povo faminto e sedento. Verificarão que Cristo é um Salvador pessoal. Ao se alimentarem de Sua palavra, acharão que ela é espírito e vida. A palavra destrói a natureza carnal e comunica nova vida em Cristo Jesus. O Espírito Santo vem ter com a alma como Consolador. Pela trans­formadora influência de Sua graça, a imagem de Deus se reproduz no discípulo; torna-se uma nova criatura. O amor toma o lugar do ódio, e o coração adquire a semelhança divina. É isso que significa viver "de toda a palavra que sai da boca de Deus". Isso é comer o Pão que desce do Céu.

Cristo havia declarado uma sagrada e eterna verdade com respeito às relações entre Ele e Seus seguidores. Conhecia o caráter dos que se diziam Seus discípu­los, e Suas palavras provavam a fé professada por eles. Declarou que deveriam crer e agir segundo Seus ensinos. Todos quantos o recebessem haviam de parti­cipar de Sua natureza, e ser amoldados ao caráter dEle. Isso envolvia a renúncia de suas acariciadas ambições. Exigia completa entrega de si mesmos a Jesus. Eram chamados ao sacrifício, à mansidão e humildade de coração. Deveriam andar na estreita vereda trilhada pelo Homem do Calvário, se quisessem compartilhar do dom da vida e da glória do Céu (O Desejado de Todas as Nações, p. 390, 391).

Um refúgio contra a tentação
13 de janeiro

De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra. Salmo 119:9

A Bíblia toda é uma revelação da glória de Deus em Cristo. Recebida, crida e obedecida, ela é o grande instrumento na transformação do caráter. É o grande estímulo, a força que vivifica a capacidade física, mental e espiritual, dando à existência a devida orientação.

O motivo por que os jovens, e mesmo os de idade madura, são tão facilmente induzidos à tentação e ao pecado é não estudarem a Palavra de Deus nem meditarem nela como devem. A falta de firme e decidida força de vontade que se mani­festa na vida e no caráter é o resultado da negligência às sagradas instruções da Palavra de Deus. Eles não dirigem, mediante diligente esforço, a mente àquilo que lhes inspiraria pensamentos puros, santos, desviando-a do que é impuro e falso. São poucos os que escolhem a melhor parte; que, assim como Maria, assentam-se aos pés de Jesus, a fim de aprender do divino Mestre. Poucos guardam as Suas palavras no coração e as praticam na vida.

Recebidas, as verdades bíblicas irão elevar a mente e a alma. Se a Palavra de Deus fosse apreciada como deveria ser, tanto os jovens como os idosos teriam retidão interior e firmeza de princípios que os habilitariam a resistir à tentação.

Ensinem e escrevam as preciosas coisas das Santas Escrituras. Sejam o pensamento, a capacidade e o profundo exercício do poder cerebral empregados no estudo dos pensamentos de Deus. Não estude a filosofia das conjecturas huma­nas, mas a dAquele que é a verdade. Nenhuma outra literatura pode se compa­rar, em valor, com a da Bíblia.

A mente terrena não encontra prazer na contemplação da Palavra de Deus; mas, para a que foi renovada pelo Espírito Santo, irradiam da página sagrada divina beleza e luz celestial. Aquilo que, para a mente terrena, era um deserto, à mente espiritual torna-se uma terra de correntes vivas.

O conhecimento de Deus segundo a revelação de Sua Palavra é o que deve ser dado a nossos filhos. Desde os primeiros lampejos da razão, eles devem ser postos em contato familiar com o nome e a vida de Jesus. As primeiras lições devem ensinar a eles que Deus é seu Pai (A Ciência do Bom Viver, p. 458-460).

Aprofunde-se
14 de janeiro

Por meio dos Teus preceitos, consigo entendimento. Salmo 119:104

É lei de Deus que a força, tanto para a mente e a alma quanto para o corpo, seja adquirida por meio do esforço. É o exercício que promove o desenvol­vimento. De acordo com essa lei, Deus proveu em Sua Palavra os meios para o desenvolvimento mental e espiritual.

A Bíblia contém todos os princípios que homens e mulheres necessitam compreender a fim de se habilitarem tanto para esta vida como para a futura. Esses princípios podem ser compreendidos por todos. Quem é capaz de reco­nhecer seus ensinos não lê uma simples passagem da Bíblia sem receber dela algum conceito útil. Entretanto, os mais valiosos ensinos das Escrituras não são obtidos com um estudo ocasional ou fragmentado. Seu grande conjunto de ver­dades não é apresentado de modo que o leitor apressado ou descuidado consiga descobrir. Muitos de seus tesouros permanecem muito abaixo da superfície, e só podem ser descobertos com pesquisa dedicada e esforço contínuo. As verda­des que compõem o grande todo devem ser pesquisadas e reunidas "um pouco aqui, um pouco ali" (Is 28:10).

Quando assim descobertas e reunidas, percebe-se que se adaptam perfeita­mente umas às outras. Cada evangelho é um suplemento dos outros; cada profe­cia uma explicação de outra; cada verdade, um desenvolvimento de outra verdade. Os símbolos do sistema judaico são esclarecidos pelo evangelho. Cada princípio tem na Palavra de Deus seu lugar; e cada fato, seu significado. A estrutura com­pleta, em seu plano e execução, dá testemunho de seu Autor. Mente alguma pode­ria conceber ou moldar tal estrutura assim, a não ser a que o Ser infinito possui.

Pesquisando as várias partes [da Bíblia] e estudando as relações entre elas, a mais alta capacidade da mente humana é colocada em intensa atividade. Ninguém que se empenhe nesse estudo deixa de desenvolver poder mental. O valor inte­lectual do estudo da Bíblia consiste não somente na pesquisa e na descoberta da verdade, mas também no esforço exigido para assimilar os temas apresentados. A mente ocupada apenas com coisas comuns se torna limitada e enfraquecida. Se não é forçada a compreender grandes e profundas verdades, a mente perde, depois de algum tempo, a capacidade de se desenvolver. Como salvaguarda con­tra essa degeneração e como estímulo ao desenvolvimento, nada se iguala ao estudo da Palavra de Deus (Educação, p. 123, 124).

Lado a lado
15 de janeiro

Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus Se aproximou e ia com eles. Lucas 24:15

Os que buscam a justiça de Cristo vão se demorar sobre os temas da gran­diosa salvação. A Bíblia é o celeiro que lhes fornece à alma o alimento nutri­tivo. Meditam sobre a encarnação de Cristo, contemplam o grande sacrifício feito para salvá-los da perdição, para trazer o perdão, a paz e a justiça eterna. O cora­ção enche-se de entusiasmo com esses grandes e elevados temas. A santidade e a verdade, a graça e a justiça ocupam os pensamentos. Morre o eu, e Cristo vive em Seus servos. Na contemplação da Palavra, arde-lhes o coração, como acon­teceu com o dos dois discípulos enquanto iam para Emaús, e Cristo caminhava com eles, expondo-lhes as escrituras referentes a Ele.

Poucos compreendem que Jesus, embora invisível, está caminhando ao lado. Como muitos se sentiriam envergonhados se ouvissem Jesus lhes dizendo que Ele tinha ouvido todas as suas tolices, sua conversação vulgar! E quantos corações arderiam com santa alegria, se tão somente soubessem que o Salvador estava ao seu lado, e que a santa atmosfera de Sua presença os estava circundando, e eles estavam se nutrindo do pão da vida! Como agradaria ao Salvador ouvir Seus seguidores falando das preciosas lições com que os instrui, e saber que eles se deleitam nas coisas santas!

Quando a verdade habita no coração, não há lugar para a crítica dos servos de Deus nem para procurar defeitos na mensagem que Ele envia. Aquilo que está no coração fluirá dos lábios. Não pode ser reprimido. As coisas que o Senhor pre­parou para os que O amam serão o tema de conversação. O amor de Cristo está na alma como uma fonte de água, saltando para a vida eterna, enviando corren­tes vivas, que levarão vida e alegria aonde quer que brotarem (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 341, 342).

Maior ainda é o poder da Bíblia no desenvolvimento da natureza espiritual. O ser humano, feito para se relacionar com Deus, apenas nesse relacionamento poderia encontrar sua vida e seu desenvolvimento reais. Criado para encontrar em Deus suas mais altas alegrias, em nada mais poderá achar algo que satisfaça os anseios do coração e sacie a fome e sede espirituais. Aquele que, com espí­rito sincero e receptivo estuda a Palavra de Deus, procurando compreende: as suas verdades, será colocado em contato com seu Autor (Educação, p. 124, 125).

O tema central da Bíblia
16 de janeiro

Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Be Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-lo como Ele é. 1 João 3:2

Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que as suas biografias. Elas diferem de todas as outras por serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer mente finita interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outra pessoa. Ninguém, a não ser aquele que lê o coração, que pode enxergar a fonte secreta dos intuitos e das ações, pode, com verdade absoluta, delinear o caráter ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Somente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.

Nenhuma verdade é ensinada mais claramente na Bíblia do que esta: o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos pensamentos e ações. [...]

O tema central da Bíblia, em redor do qual giram todos os outros, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden até àquela última glo­riosa promessa do Apocalipse - "verão o Seu rosto, e na testa terão escrito o nome de Deus" (Ap 22:4, NTLH) - o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento desse maravilhoso tema: o erguimento de homens e mulheres, ou seja, o poder de Deus "que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Co 15:57).

Aquele que assimila esse pensamento tem diante de si um campo infinito para estudo. Tem a chave que lhe abrirá todo o tesouro da Palavra de Deus.

A ciência da redenção é a ciência de todas as ciências. É o que constitui o estudo dos anjos e de todos os seres dos mundos não caídos; o tema que ocupa a atenção de nosso Senhor e Salvador; tema que se acha incluído no propósito ori­ginado na mente do Infinito, propósito esse que "desde tempos eternos esteve oculto" (Rm 16:25, ARC) e que será o estudo dos remidos de Deus ao longo da eternidade. Esse é o mais elevado estudo no qual uma pessoa deve se envolver. Avivará a mente e enobrecerá a vida como nenhum outro estudo. [...]

A energia criadora que trouxe os mundos à existência está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder e gera vida. Cada ordenança é uma promessa; quando é aceita voluntariamente e recebida no coração, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza e restaura o ser humano à imagem de Deus (Educação, p. 146, 125, 126).

O grande conflito nas Escrituras
17 de janeiro

Houve então uma guerra nos Céus. Apocalipse 12:7, NVI

A Bíblia explica a si mesma. Textos devem ser comparados com textos. O estudante deve aprender a ver a Palavra como um todo, e também a rela­ção entre suas partes. Deve obter conhecimento de seu grandioso tema central, do propósito original de Deus em relação a este mundo, da origem do grande conflito e da obra da redenção. Deve compreender não apenas a natureza das duas forças que disputam pela supremacia, mas também aprender a identificar sua atuação com a ajuda dos relatos da História e da profecia, até a grande con­sumação. Deve enxergar como esse conflito alcança todos os aspectos da expe­riência humana; como, em cada ato de sua vida, ele [o estudante] revela uma ou outra daquelas duas forças antagônicas; e como, quer queira quer não, ele está agora mesmo decidindo de que lado do conflito estará.

Toda e qualquer parte da Bíblia foi dada pela inspiração de Deus e é pro­veitosa. O Antigo Testamento não deve receber menos atenção do que o Novo. Estudando o Antigo Testamento, encontraremos fontes vivas a borbulhar onde o descuidado leitor enxerga apenas um deserto.

O livro do Apocalipse, em conexão com o de Daniel, exige um estudo espe­cial. Todo professor temente a Deus deve pensar em como compreender e apre­sentar, da maneira mais clara, o evangelho que nosso Salvador veio em pessoa tornar conhecido a Seu servo João - "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer" (Ap 1:1). Ninguém deve desanimar no estudo do Apocalipse por causa de seus símbolos aparentemente místicos. "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade" (Tg 1:5, NVI).

"Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo" (Ap 1:3).

Quando se despertar um verdadeiro amor para com a Bíblia, e o estudante começar a compreender quão vasto é o campo e precioso seu tesouro, ele dese­jará aproveitar toda oportunidade para se familiarizar com a Palavra de Deus. Seu estudo não se limitará a nenhum tempo e lugar especiais. Esse estudo contínuo é um dos melhores meios de cultivar o amor para com as Escrituras (Educação, p. 190, 191).

Versículo por versículo
18 de janeiro

Bendito és Tu, Senhor; ensina-me os Teus preceitos. Salmo 119:12

O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se dela com um espírito de aprendiz. Devemos pesquisar suas páginas, não em busca de provas para manter nossas opiniões, mas com o objetivo de saber o que Deus diz.

Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só pode ser obtido pelo auxílio daquele Espírito pelo qual a Palavra foi dada. E, a fim de obter esse conhecimento, devemos viver de acordo com ele. Temos de obedecer a tudo que a Palavra de Deus ordena. Podemos reivindicar tudo que ela promete. A vida que ela reco­menda é a que, pelo seu poder, devemos viver. Somente quando a Bíblia é consi­derada dessa maneira é que ela pode ser estudada de modo eficaz.

O estudo da Bíblia exige o mais dedicado esforço e a perseverante medita­ção. Com o mesmo empenho e persistência com que o mineiro cava para obter o dourado tesouro da terra, devemos procurar o tesouro da Palavra de Deus.

No estudo diário, o método de estudar versículo por versículo é, muitas vezes, o mais eficaz. Que o estudante escolha um versículo e se concentre em desco­brir o pensamento que Deus colocou ali para ele e, então, reflita sobre esse pen­samento até que se torne seu também. Uma passagem estudada assim, até que seu significado esteja claro, é de mais valor do que o manuseio de muitos capítu­los sem nenhum propósito definido e sem nenhuma instrução evidente obtida.

Uma das principais causas de ineficiência mental e fraqueza moral é a falta de concentração para fins dignos. Nós nos orgulhamos da vasta difusão da litera­tura; mas a multiplicação de livros, até os que em si mesmos não são nocivos, pode ser um mal. Com a imensa quantidade de material atualmente publicado, adul­tos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde a capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso. Além disso, a imensa quantidade de revistas e livros que, assim como as rãs do Egito, estão se espa­lhando pela Terra não é algo simplesmente banal, inútil e debilitante, mas impuro e degradante. Seu efeito não consiste simplesmente em envenenar e arruinar o pensamento, mas também em corromper e destruir a alma. O espírito e o cora­ção indolentes e sem objetivos são presas fáceis do mal. É nos organismos doen­tios e sem vida que cresce o fungo. A mente ociosa é oficina de Satanás. Que a mente seja dirigida para os elevados e santos ideais. Que a vida tenha um obje­tivo nobre, um propósito cativante, e, assim, quase não sobrará espaço para o mal (Educação, p. 189, 190).

A mão de Deus na História
19 de janeiro

É Ele quem [..] remove reis e estabelece reis. Daniel 2:21

A Bíblia é a história mais antiga e abrangente que a humanidade possui. Veio diretamente da fonte da verdade eterna, e, ao longo dos séculos a mão divina tem preservado a sua pureza. Ilumina o remoto passado, que a pesquisa humana em vão procura desvendar. Somente na Palavra de Deus contemplamos o poder que lançou os fundamentos da Terra e estendeu os céus. Unicamente ali encon­tramos um relato autêntico da origem das nações. Apenas ali se apresenta a his­tória da humanidade, não maculada por orgulho e preconceito.

Nos registros da história humana, o crescimento das nações e a ascensão e queda de impérios aparecem como dependendo da vontade e façanhas do ser humano. A sucessão dos acontecimentos parece, em grande parte, determi­nada por seu poder, capricho ou ambição. Na Palavra de Deus, porém, a cortina é afastada, e contemplamos em todas as dimensões e em toda a marcha e con­tramarcha das paixões, do poder e dos interesses humanos a força de um Ser todo-misericordioso, que executa, de forma silenciosa e paciente, as determina­ções de Sua vontade.

A Bíblia revela a verdadeira filosofia da História. Naquelas palavras de beleza e ternura inigualáveis, proferidas pelo apóstolo Paulo aos sábios de Atenas, apre­senta-se o propósito de Deus na criação e distribuição dos povos e nações: "De um só fez Ele todos os povos, para que povoassem toda a Terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habi­tar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós" (At 17:26, 27, NVI). Deus declara que quem quiser poderá se sujeitar "à disciplina da aliança" (Ez 20:37). Era o Seu propósito na criação que a Terra fosse habitada por seres cuja existên­cia fosse uma bênção a si mesmos e entre si, e uma honra a seu Criador. Todos os que quiserem podem se identificar com esse propósito. A respeito deles foi dito: "Esse povo que formei para Mim, para que Me desse louvor" (Is 43:21, ARC).

Deus revelou em Sua lei os princípios que constituem a base para toda a prosperidade, tanto das nações quanto dos indivíduos. "Isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento", declarou Moisés aos israelitas a respeito da lei de Deus. "Não são palavras inúteis. São a sua vida" (Dt 32:47, NVI). As bênçãos assim pro­metidas a Israel são asseguradas nas mesmas condições e no mesmo grau a toda nação e indivíduo" (Educação, p. 173, 174).

Por que duvidar?
20 de janeiro

Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou? Mateus 14:31, NTLH

A Palavra de Deus, assim como o caráter de seu divino Autor, apresenta mistérios que jamais poderão ser plenamente compreendidos por seres finitos. A entrada do pecado no mundo, a encarnação de Cristo, a regeneração, a ressurreição, e muitos outros assuntos apresentados na Bíblia são mistérios muito profundos para a mente humana explicar ou mesmo entender plenamente. Não temos, porém, razões para duvidar da Palavra de Deus, pois não entendemos os mistérios de sua providência. No mundo natural, somos constantemente cercados de mistérios que não consegui­mos desvendar. Mesmo as formas mais simples de vida apresentam um problema que o mais sábio dos filósofos é incapaz de explicar. Por toda parte há maravilhas que estão além de nossa compreensão. Deveríamos, então, nos surpreender ao vermos que no mundo espiritual também existem mistérios que não podemos desvendar? [...]

As dificuldades das Escrituras têm sido apresentadas pelos céticos como um argumento contra a Bíblia. No entanto, elas constituem forte evidência de sua inspiração divina. Se elas apenas apresentassem uma descrição do Senhor que pudéssemos facilmente entender; se sua grandeza e majestade pudessem ser compreendidas pela finita mente humana, então a Bíblia não teria as inequívo­cas credenciais da autoridade divina. A própria grandeza e o mistério dos temas ali apresentados devem inspirar no leitor a crença de que ela é a Palavra de Deus.

A Bíblia revela a verdade de maneira tão simples, e se adapta tanto às neces­sidades e anseios do coração humano que, ao mesmo tempo em que deixa os mais inteligentes surpresos e admirados, também capacita humildes e ignoran­tes a discernir o caminho para a salvação. Apesar disso, essas verdades apresen­tadas de maneira simples se relacionam com assuntos tão elevados e de alcance tão vasto, tão infinitamente além da capacidade de compreensão humana, que podemos aceitá-las somente porque foi o próprio Deus quem as declarou. É assim que o plano da redenção é posto diante de nós - para que todos possam ver os passos que devem dar em arrependimento para com Deus e fé para com nosso Senhor Jesus Cristo, para que possam ser salvos pela maneira indicada por Deus. Sob essas verdades, tão facilmente compreendidas, encontram-se misté­rios que são o esconderijo de Sua glória - mistérios que vão além da capacidade de compreensão da mente humana, mas que inspiram aquele que, com sinceri­dade, busca a verdade com reverência e fé. Quanto mais ele estuda a Bíblia, mais profunda é sua convicção de que ela é a palavra do Deus vivo, e a razão humana se dobra perante a majestade da revelação divina (Caminho a Cristo, p. 106-108).

Ouvintes comparados à boa terra
21 de janeiro

Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Mateus 13:8

O conhecimento da verdade depende não tanto da capacidade intelectual, mas da pureza de propósito, da simplicidade de uma fé sincera e confiante. Os anjos de Deus se aproximam daqueles que, com humildade de coração, bus­cam a direção divina. O Espírito Santo é doado para lhes abrir os ricos tesou­ros da verdade.

Os ouvintes comparados à boa terra, tendo ouvido a Palavra, conservam-na. Satanás não a poderá arrebatar, nem mesmo com todos os seres infernais.

Não basta simplesmente ler ou ouvir a Palavra. Aquele que deseja que as Escrituras lhe sejam úteis precisa refletir sobre a verdade que lhe foi apresentada. Precisa aprender não só a significação das palavras da verdade por sincera atenção e pensar devoto, mas absorver profundamente o espírito das revelações sagradas.

Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e Sua misericórdia, e estudemos Sua maravi­lhosa obra no grande plano de redenção. Então nossa percepção da verdade vai se tornar cada vez mais clara, e nosso desejo de pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e mais santo. A pessoa que descansa na pura atmos­fera de santa meditação será transformada pela comunhão com Deus mediante o estudo das Escrituras.

"Produzem uma grande colheita" (Mc. 4:20, NTLH). As pessoas que, tendo ouvido a Palavra, a guardam, produzirão fruto pela obediência. A Palavra de Deus, se recebida no coração, vai se manifestar em boas obras. O resultado será visto na vida e caráter semelhantes aos de Cristo. Jesus dizia de Si mesmo: "Agrada-Me fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; dentro do Meu coração, está a Tua lei" (Sl 40:8). "Porque não procuro a Minha própria vontade, e sim a d Aquele que Me enviou" (Jo 5:30). E a Bíblia diz: "Aquele que diz que permanece nEle, deve também andar assim como Ele andou" (1Jo 2:6).

Muitas vezes, a Palavra de Deus entra em conflito com os traços de caráter herdados e cultivados da pessoa e com seus hábitos de vida. No entanto, aquele ouvinte que se pode comparar à boa terra aceita todas as condições e exigências ao receber a Palavra (Parábolas de Jesus, p. 59, 60).

Familiarize-se com a verdade
22 de janeiro

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32

As Escrituras não devem ser lidas sob a luz embaçada da tradição ou especulação humanas. Assim como não podemos atear luz ao Sol, também não podemos explicar as Escrituras por tradições ou fantasias humanas. A santa Palavra de Deus não necessita da luz do crepúsculo das tochas terrenas para tornar distintos os seus esplendores. Ela é luz por si mesma a revelação da glória divina; ao seu lado, qualquer outra luz é fraquíssima.

Entretanto, deve haver estudo sincero e exame minucioso. Percepções vivas e claras da verdade jamais serão a recompensa da indolência. Sem paciente, fervoroso e constante esforço não se pode conseguir sucesso terreno. Para que as pessoas alcancem bom êxito nos negócios, precisam ter determinação e fé para esperar os resultados. Da mesma forma, não podemos esperar obter conhecimento espiritual sem esforço veemente. Os que desejam achar os tesouros da ver­dade precisam cavar em busca deles como o faz o mineiro, em busca do tesouro escondido na terra. O trabalho de um coração desinteressado e indiferente não será eficaz. É essencial tanto a adultos como a jovens não somente ler a Palavra de Deus, como também estudá-la com vontade sincera, oração e investigação da verdade, como se buscassem um tesouro escondido. Os que assim procederem serão recompensados, pois Cristo intensificará o entendimento.

Nossa salvação depende do conhecimento da verdade contida nas Escrituras. Deus quer que tomemos posse desse conhecimento. Examinem a preciosa Bíblia com coração faminto. Sondem a Palavra de Deus, como o mineiro sonda a terra para descobrir ouro. Jamais deem a investigação por acabada enquanto não tiverem determinado a sua relação para com Deus e a vontade divina em relação a vocês. Cristo declarou: "Tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei" (Jo 14:13-14).

Pessoas piedosas e de talento vislumbram as realidades eternas; porém, mui­tas vezes, deixam de compreendê-las porque as coisas visíveis ofuscam a glória do invisível. Quem quiser ter êxito na busca pelo tesouro escondido precisa se lançar em busca de coisas mais elevadas do que as deste mundo. Suas afeições e todas as suas capacidades precisam ser consagradas à pesquisa. [...]

As Escrituras não devem ser adaptadas ao preconceito e à descrença do ser humano. Somente podem entender a Bíblia aqueles que humildemente procuram o conhecimento da verdade para obedecer-lhe (Parábolas de Jesus, p. 111-113).

O exemplo dos bereanos
23 de janeiro

Receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Atos 17:11

Em Bereia, Paulo encontrou judeus dispostos a pesquisar as verdades por ele ensinadas. A respeito deles, o relatório de Lucas declara: "Estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a Palavra, com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não pou­cos homens" (At 17:11-12).

A mente dos bereanos não se achava limitada pelo preconceito. Estavam dispostos a pesquisar a veracidade das doutrinas pregadas pelos apóstolos. Estudavam a Bíblia não por curiosidade, mas para que pudessem aprender o que havia sido escrito a respeito do Messias prometido. Todos os dias examinavam os relatos inspirados e, ao compararem texto com texto, anjos celestiais perma­neciam ao lado deles, iluminando-lhes a mente e impressionando-lhes o coração.

Onde quer que as verdades do evangelho sejam proclamadas, aqueles que desejam proceder com retidão serão levados ao exame cuidadoso da Bíblia. Se, nas cenas finais da história da Terra, aqueles a quem são proclamadas verdades deci­sivas seguissem o exemplo dos bereanos, examinando diariamente as Escrituras e comparando com a Palavra de Deus as mensagens a eles levadas, hoje haveria grande número de pessoas leais aos preceitos da lei de Deus, onde agora exis­tem relativamente poucos. No entanto, quando são apresentadas verdades bíbli­cas impopulares, muitos se recusam a pesquisá-las. Embora sejam incapazes de refutar os claros ensinos da Bíblia, eles manifestam extrema relutância em estudar as evidências oferecidas. Alguns presumem que, mesmo sendo essas doutrinas verdades incontestáveis, pouco importa aceitarem ou não a nova luz; e apegam-se a fábulas agradáveis usadas pelo inimigo para desviar as pessoas. Assim, sua mente é cegada pelo erro, e ficam separados do Céu.

Todos serão julgados de acordo com a luz que lhes tem sido dada. O Senhor envia Seus embaixadores com a mensagem de salvação e, aos que a ouvem, Ele as torna responsáveis pela maneira como tratam as palavras de Seus servos. Os que buscarem a verdade com sinceridade pesquisarão as doutrinas apresentadas a eles não só com cuidado, mas à luz da Palavra de Deus (Atos dos Apóstolos, p. 231, 232).

Uma influência enobrecedora
24 de janeiro

Alegraram-se os que Te temem quando me viram, porque na Tua palavra tenho esperado. Salmo "119:74

Se as verdades da Bíblia forem entrelaçadas com a vida prática, elas elevarão a mente acima de sua condição terrena e da degradação. Os que são estu­diosos da Bíblia serão conhecidos como homens e mulheres que exercem uma influência enobrecedora. O Espírito de Deus é posto em íntima conexão com o sincero pesquisador das Escrituras quando as verdades reveladas pelo Céu são estudadas. A compreensão da vontade revelada de Deus desenvolve, expande e eleva a mente, concedendo-lhe novo vigor quando sua capacidade é colocada em contato com extraordinárias verdades. Se o estudo das Escrituras se torna uma questão secundária, sofre-se grande perda. Por algum tempo, a Bíblia foi elimi­nada de nossas escolas, e Satanás encontrou um terreno propício, no qual traba­lhou com rapidez, fazendo uma colheita de seu agrado.

A compreensão se equipara ao nível das coisas com as quais ela se familiariza. Se todos fizessem da Bíblia o seu estudo, veríamos um povo mais desenvol­vido, capaz de pensar de maneira mais profunda e revelando mais elevado grau de inteligência do que se estudassem, com muito esforço, apenas as ciências e as histórias do mundo. A Bíblia concede avançada disciplina mental ao sincero pesquisador, e ele emerge da contemplação das coisas divinas com as faculda­des enriquecidas; o próprio eu é humilhado, ao passo que Deus e Sua verdade revelada são exaltados. É porque as pessoas desconhecem as preciosas histórias da Bíblia que existe tanta exaltação humana e é dada tão pouca honra a Deus. A Bíblia contém exatamente a espécie de alimento de que o cristão necessita para fortalecer o espírito e o intelecto. O estudo de todos os livros de filosofia e ciên­cia não pode fazer pela mente e pela moral o que a Bíblia consegue realizar ao ser estudada e colocada em prática. Por meio do estudo da Bíblia, nós mantemos um intercâmbio com patriarcas e profetas. A verdade é esculpida em linguagem elevada, que exerce fascinante poder sobre a mente; o pensamento é elevado das coisas terrenas para a contemplação da glória da futura vida imortal. Que sabe­doria humana pode se equiparar à grandeza da revelação divina? O ser humano finito, que não conhece a Deus, procura diminuir o valor da Bíblia e encobrir a verdade sob pretensos conhecimentos científicos (Fundamentos da Educação Cristã, p. 129, 130).

A grande educadora
25 de janeiro

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Provérbios 3:5

A Bíblia explica a verdade com tal simplicidade e adaptação às necessidades e anseios do coração humano que tem impressionado e encantado as pessoas mais cultas, ao mesmo tempo em que ao humilde e sem cultura também escla­rece o caminho da vida. "Até os tolos andarão [nele] e não se perderão" (Is 35:8, NTLH). Nenhuma criança errará o caminho. Nenhum pesquisador reverente deixará de andar na pura e santa luz. Contudo, as verdades relatadas da mais sim­ples maneira abrangem temas elevados, de grande alcance, infinitamente além do poder da compreensão humana - mistérios esses que são o esconderijo de Sua glória e estão além dos questionamentos da mente -, enquanto inspiram o sin­cero pesquisador da verdade que age com reverência e fé. Quanto mais pesqui­samos a Bíblia, mais profunda se torna a nossa convicção de que é a Palavra do Deus vivo, e a razão humana se curva perante a majestade da revelação divina.

O objetivo de Deus é prosseguir revelando ao pesquisador fervoroso as verda­des de Sua Palavra. Enquanto "as coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, [...] as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos" (Dt 29:29). A ideia de que certos trechos da Bíblia não podem ser compreendidos tem levado à negli­gência de algumas de suas mais importantes verdades. Necessita ser enfatizado, e muitas vezes repetido, o fato de que os mistérios da Bíblia são assim porque nossa fraqueza e ignorância nos tornam incapazes de compreender a verdade, e não porque Deus tenha desejado ocultá-la. Essa limitação não está em Seu pro­pósito, mas em nossa capacidade. Desses mesmos trechos das Escrituras, muitas vezes considerados incompreensíveis, Deus deseja que assimilemos tanto quanto nossa mente possa receber. "Toda a Escritura é inspirada por Deus" a fim de que possamos ser perfeitamente instruídos "para toda boa obra" (2Tm 3:16-17).

É impossível a qualquer mente humana esgotar mesmo uma única verdade ou promessa da Bíblia. Um capta a glória sob um ponto de vista; outro, sob outro ponto. Contudo, podemos perceber apenas lampejos. O brilho completo está além de nossa visão.

Ao contemplarmos as grandes coisas da Palavra de Deus, olhamos para urna fonte que se alarga e se aprofunda sob a nossa admiração. Sua largura e profun­didade ultrapassam nosso conhecimento. Ao contemplar, teremos nossa visão ampliada e perceberemos diante de nós um mar sem limites (Educação, p. 170, 171).

A ciência da salvação
26 de janeiro

O nosso Deus é um Deus que salva. Salmo 68:20, NVI

Este é o tesouro encontrado nas Escrituras. A Bíblia é o grande livro de Deus, Seu grande educador. O fundamento de toda a verdadeira ciência está contido na Bíblia. Todo ramo de conhecimento pode ser encontrado ao se estudar a Palavra de Deus. Acima de tudo, ela guarda a ciência das ciências, a ciência da salvação. A Bíblia é a fonte das riquezas inesgotáveis de Cristo.

A verdadeira educação superior é obtida estudando a Palavra de Deus e lhe obedecendo. Entretanto, se a Bíblia é substituída por livros que não levam a Deus nem ao reino do Céu, a educação adquirida é uma perversão do que ela significa.

Há maravilhosas verdades na natureza. A terra, o mar e o céu estão cheios de verdade. São nossos professores. A natureza proclama a sua voz em lições de sabedoria celestial e de verdade eterna. No entanto, o ser humano decaído não quer entender. O pecado obscureceu sua visão, e o ser humano não pode por si mesmo interpretar a natureza, sem sobrepô-la a Deus. Lições corretas não podem impressionar o espírito de quem rejeita a Palavra de Deus. Estes pervertem os ensi­namentos sobre a natureza a tal ponto, que afastam o ser humano de seu Criador.

Para muitos, a sabedoria humana é considerada superior à do divino Mestre, e o Livro de Deus é tido como antiquado, anacrônico e desinteressante. Porém, os que foram vivificados pelo Espírito Santo não o consideram assim. Veem o inestimável tesouro e venderiam tudo para comprar o campo que o guarda. Em vez dos livros que contêm as suposições de grandes autores de fama, escolhem a Palavra dAquele que é o maior Autor e o maior Mestre que o mundo já conhe­ceu, que deu Sua vida por nós, para que, por Seu intermédio, pudéssemos ter a vida eterna. [...]

Cristo é a verdade. Suas palavras são verdade e têm significação mais pro­funda do que aparentam. Todos os ensinos de Cristo têm um valor superior à sua aparência despretensiosa. Mentes vivificadas pelo Espírito Santo discernirão a preciosidade dessas palavras. Discernirão as preciosas gemas da verdade, embora sejam tesouros encobertos (Parábolas, de Jesus, p. 107, 108, 110).

A ciência e a Bíblia
27 de janeiro

Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da Terra? Jó 38:4

Visto que o livro da natureza e o da revelação apresentam indícios da mesma mente superior, eles não podem deixar de estar em harmonia. Com diferen­tes métodos e linguagens, dão testemunho das mesmas grandes verdades. A ciên­cia está sempre descobrindo novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro. Servem para nos familiarizar com Deus, ensinando-nos algo das leis por meio das quais Ele opera.

Entretanto, conclusões equivocadas tiradas dos fenômenos observados na natureza têm dado lugar a supostas divergências entre a ciência e a revelação. Desse modo, nos esforços para restabelecer a harmonia, tem-se adotado interpre­tações das Escrituras que abalam e destroem a força da Palavra de Deus. Tem-se pensado que a geologia contradiz a interpretação literal do relato da criação feito por Moisés. Alega-se que milhões de anos tenham sido necessários para que a Terra evoluísse do caos. A fim de acomodar a Bíblia a essa suposta revelação da ciência, admite-se que os dias da criação tenham sido períodos longos, indefini­dos, abrangendo milhares ou mesmo milhões de anos.

Essa conclusão é absolutamente infundada. O relato bíblico está em harmonia consigo mesmo e com o ensino da natureza. Com relação ao primeiro dia empre­gado na obra da criação, há o seguinte registro: "Houve tarde e manhã, o dia pri­meiro" (Gn 1:5). E essencialmente o mesmo é dito de cada um dos seis primeiros dias da semana da criação. A Inspiração declara que cada um desses períodos foi um dia formado por tarde e manhã [isto é, uma parte escura e uma parte clara], como todos os dias desde aquele tempo. Em relação à obra da própria criação, diz o testemunho divino: "Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir" (Sl 33:9). Para Aquele que assim poderia chamar à existência incontestá­veis mundos, quanto tempo seria necessário para fazer surgir a Terra do caos? Deveríamos violar Sua Palavra para explicar Suas obras? [...]

Exclusivamente pelo auxílio daquele Espírito que, no princípio, "pairava por sobre as águas" (Gn 1:2), pelo auxílio daquela Palavra pela qual "todas as coisas foram feitas" (Jo 1:3), e daquela "verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem" (v. 9), o testemunho da ciência pode ser corretamente interpretado (Educação, p. 128, 129, 134).

Conserve os olhos fixos em Cristo
28 de janeiro

Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram. Mateus 13:17

As advertências da Palavra de Deus com respeito aos perigos que rodeiam a igreja cristã pertencem a nós hoje. Como nos dias dos apóstolos, as pessoas procuravam destruir a fé nas Escrituras pelas tradições e filosofias, assim hoje pelos aprazíveis sentimentos da "alta crítica", evolucionismo, espiritismo, teosofia e panteísmo, o inimigo da justiça está procurando levar as pessoas para caminhos proibidos. Para muitos, a Bíblia é uma lâmpada sem óleo, porque voltaram a mente para crenças especulativas que produzem má compreensão e confusão. A obra da "alta crítica", em dissecar, conjecturar e reconstruir está destruindo a fé na Bíblia como revelação divina. Está roubando a Palavra de Deus em seu poder de controlar, erguer e inspirar vidas humanas. Pelo espiritismo, multidões são ensinadas a crer que o desejo é a mais alta lei, que licenciosidade é liberdade, e que o ser humano deve prestar contas apenas a si mesmo.

O seguidor de Cristo enfrentará "palavras persuasivas" (Cl 2:4, ARC), contra as quais o apóstolo advertiu os crentes colossenses. Enfrentará interpretações espiritualistas das Escrituras, mas não as deve aceitar. Sua voz deve ser ouvida na clara afirmação das verdades eternas das Escrituras. Conservando os olhos fixos em Cristo, deve avançar com firmeza no caminho estabelecido, rejeitando todas as ideias que não estejam em harmonia com seus ensinos. A verdade divina deve ser o objeto de sua contemplação e reflexão. Deve considerar a Bíblia como a voz de Deus a ele falando diretamente. Achará assim a sabedoria que é divina.

O conhecimento de Deus como revelado em Cristo é o conhecimento que precisam ter todos os salvos. É o conhecimento que atua na transformação do caráter. Recebido na vida, criará de novo o ser à imagem de Cristo. Deus convida Seus filhos a receber o conhecimento que está muito além da vaidade e nulidade.

Em cada geração, e em cada terra, o verdadeiro fundamento para a edificação do caráter tem sido o mesmo - os princípios contidos na Palavra de Deus. A única regra certa e segura é fazer o que Deus diz. "Os preceitos do Senhor são retos" (SI 19:8) e "quem deste modo procede não será jamais abalado" (Sl 15:5). Foi com a Palavra de Deus que os apóstolos enfrentaram as falsas teorias de seu tempo (Atos dos Apóstolas, p. 474, 475).

Enganos dos últimos dias
29 de janeiro

Tens pouca força, entretanto, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome. Apocalipse 3:8

Avivamentos populares são muitas vezes conseguidos por meio de apelos imaginação, excitando-se as emoções, satisfazendo-se o amor ao que é novo e surpreendente. Conversos ganhos dessa maneira têm pouco desejo de ouvir a verdade bíblica, pouco interesse no testemunho dos profetas e apóstolos. O culto só é atrativo caso lhes ofereça algo de caráter sensacional. Não é aten­dida a mensagem que apele para a razão desapaixonada. As claras advertências da Palavra de Deus, que diretamente se referem aos seus interesses eternos, não são levadas a sério.

Para toda pessoa verdadeiramente convertida, a relação com Deus e com as coisas eternas será o grande objetivo da vida. Porém, onde está o espírito de consagração a Deus nas igrejas populares de hoje? [...]

Em muitos dos avivamentos ocorridos durante o último meio século, as mes­mas influências que se manifestarão em movimentos mais extensos no futuro têm operado em maior ou menor grau. Há um excitamento emotivo, mistura do ver­dadeiro com o falso, muito apropriado para desencaminhar. Contudo, ninguém precisa ser enganado. À luz da Palavra de Deus não é difícil determinar a natu­reza desses movimentos. Onde quer que as pessoas negligenciem o testemunho da Escritura Sagrada, desviando-se das verdades claras que servem para provar o ser humano e que exigem a renúncia a si mesmo e ao mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a bênção de Deus. E, pela regra que o próprio Cristo deu - "pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7:16) - é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus.

Nas verdades de Sua Palavra, Deus concedeu aos seres humanos a revelação de Si mesmo; e a todos os que as aceitam servem de escudo contra os enganos de Satanás. Foi a negligência dessas verdades que abriu a porta aos males que tanto estão se generalizando agora no mundo religioso. Tem-se perdido de vista, em grande parte, a natureza e a importância da lei de Deus. Uma concepção errô­nea do caráter, perpetuidade e vigência da lei divina tem ocasionado erros quanto à conversão e santificação, resultando em baixar, na igreja, a norma da piedade. Aqui deve ser encontrado o segredo da falta do Espírito e poder de Deus nos avi­vamentos de nosso tempo (O Grande Conflito, p. 463-465).

A Bíblia, nossa salvaguarda
30 de janeiro

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. Isaías 8:20, ACRF

O povo de Deus é encaminhado às Santas Escrituras como a salvaguarda contra a influência dos falsos ensinadores e poder ilusório dos espíritos das trevas. Satanás emprega todo artifício possível para impedir as pessoas de obter conhecimento da Bíblia, pois os claros ensinos desta deixam descobertos os seus enganos. Em todo avivamento da obra de Deus, o príncipe do mal está desperto para atividade mais intensa. Ele aplica atualmente todos os seus esforços na preparação para a luta final contra Cristo e Seus seguidores. O último grande engano deve logo patentear-se diante de nós. O anticristo vai operar suas obras prodigiosas à nossa vista. A contrafação se parecerá tanto com o verdadeiro que será impossível distinguir entre ambos sem o auxílio das Escrituras Sagradas. Pelo testemunho destas toda declaração e todo milagre deverão ser provados.

Os que se esforçam por obedecer a todos os mandamentos de Deus enfren­tarão oposição e escárnio. Apenas em Deus será possível a eles subsistir. A fim de suportarem a prova que diante deles está, devem compreender a vontade de Deus como se acha revelada em Sua Palavra. Poderão honrá-Lo, unicamente, tendo uma concepção correta de Seu caráter, governo e propósitos, e agindo de acordo com estes. Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito. Para todos virá a prova: Obedecerei a Deus ou aos seres humanos? A hora decisiva está agora às portas. Nossos pés estão firmados na rocha da imutável Palavra divina? Estamos preparados para permanecer firmes em defesa dos mandamentos de Deus e da fé de Jesus? [...]

A verdade e a glória de Deus são inseparáveis. Com a Bíblia ao nosso alcance, é impossível para nós honrar a Deus com opiniões errôneas. Muitos alegam que não importa aquilo em que a pessoa crê, se tão somente sua vida for correta. Entretanto, a vida é moldada pela fé. Se a luz e a verdade estão ao nosso alcance, e negligenciamos esse privilégio, na realidade, nós as rejeitamos. Estamos esco­lhendo as trevas em vez da luz. [...]

Deus nos deu Sua Palavra para que pudéssemos nos familiarizar com seus ensinos e saber, por nós mesmos, o que Ele requer de nós. Quando o doutor veio a Jesus com a pergunta: "Que farei para herdar a vida eterna?", o Salvador lhe fez referência às Escrituras, dizendo: "Que está escrito na Lei? como interpretas?" (Lc 10:25-26) (O Grande Conflito, p. 593, 594, 597, 598).

Nosso primeiro dever
31 de janeiro

Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina. João 7:17

O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então andar na luz, animando outros a seguirem este exemplo. Todos os dias devemos estudar a Bíblia cuidadosamente, examinando todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio divino, devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de responder por nós mesmos perante Deus.

As verdades reveladas na Bíblia têm sido envoltas em dúvida e trevas por pes­soas cultas que, com pretensão de grande sabedoria, ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não transparece na linguagem empregada. Esses indivíduos são falsos ensinadores. Foi a essa classe que Jesus declarou: "Vocês estão enganados!, pois não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus" (Mc 12:24, NVI). A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com o seu claro sentido, a menos que seja empregado um símbolo ou figura. Cristo fez a promessa: "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus" (Jo 7:17). Se as pessoas tão somente tomassem a Bíblia como ela é, e não houvesse falsos ensinadores para desencaminhá-las e confun­dir sua mente, seria realizada uma obra que alegraria os anjos e que traria para o redil de Cristo milhares de milhares que agora estão em erro.

Cumpre a nós exercer toda a capacidade da mente no estudo da Bíblia, e apli­car o intelecto em compreender as profundas coisas de Deus, tanto quanto pos­sam fazer os mortais. Entretanto, não devemos nos esquecer de que a docilidade e submissão da criança é o verdadeiro espiritado aprendiz. As dificuldades encon­tradas nas Escrituras jamais podem ser dominadas pelos mesmos métodos que se empregam em se tratando de problemas filosóficos. Não devemos nos empe­nhar no estudo da Bíblia com aquela confiança em nós mesmos com que tantos adentram os domínios da ciência, mas com total dependência de Deus e sincero desejo de conhecer Sua vontade. Devemos nos aproximar com espírito humilde e dócil para obter conhecimento do grande Eu Sou. De outro modo, anjos maus cegarão nossa mente, endurecendo-nos o coração para que não sejamos impres­sionados pela verdade.

Muitos trechos da Bíblia que os eruditos declaram ser misteriosos, ou que não consideram como tendo importância, estão repletos de conforto e instru­ção para aquele que aprender na escola de Cristo (O Grande Conflito, p. 598, 599). 

 

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