Lição 1 - Jovens - 2º Trimestre de 2014

Lições Jovens Discipulado

Lição 1 - As leis nos dias de Cristo
29 de março a 4 de abril

Lição 1 - 2º Trimestre de 2014


"De fato, quando os gentios, que não têm a lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei" (Rm 2:14).


Prévia da semana: Várias leis governavam a sociedade na época de Cristo. Uma compreensão do contexto histórico e cultural provê um quadro para a lei moral de Deus, os Dez Mandamentos.

Leitura adicional: Salmo 111:1, 7-9; Provérbios 3:1-4; Romanos 13:9, 10; Patriarcas e Profetas, p. 303-314; Nisto Cremos, p. 263-279

 


Domingo

23 de março


As leis e a lei

Lição - Introdução

Existem vários tipos de leis: leis de trânsito; leis da física; leis que governam uma nação; leis religiosas; etc. De modo geral, elas servem para promover o bem-estar do ser humano.

Quando falamos em lei, precisamos nos lembrar do maior dos legisladores: Deus. Em última análise, todas as boas leis que existem são, de forma direta ou indireta, inspiradas em Seus mandamentos.

Observe o gráfico abaixo. Perceba como o caráter de Deus está intimamente ligado à Sua lei. Deus e Seus mandamentos têm as mesmas características.*

Lição - tabela

Nesta semana, começaremos a estudar a lei de Deus, examinando os tipos de leis que havia nos tempos de Cristo.

* Sétimo Dia, https://setimodia.wordpress.com/2010/12/01/escrito-em-pedra/ (acessado em 25 de novembro de 2013).

Mãos à Bíblia

1. Leia Lucas 2:1-5. De que forma José e Maria interagiram com o poder político? Que lições podemos aprender com isso?

A ênfase da lei romana era a ordem na sociedade. Por isso, ela não abordava apenas questões de governo, mas também estabelecia regras para o comportamento no âmbito doméstico. Além de estipular os procedimentos para a seleção de pessoas para cargos públicos, o direito romano também lidava com coisas como o adultério e a relação entre senhores e escravos. Muitos dos códigos sociais são semelhantes aos encontrados no Antigo Testamento e em outras sociedades. Não é preciso ser especialista em história romana a fim de compreender o que precisamos para a salvação. No entanto, o conhecimento histórico é realmente útil

Melody Ferrada | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Segunda

31 de março


Jesus e as leis

Lição - Exposição

Os judeus do tempo de Cristo viviam sob muitos tipos de lei. Havia os Dez Mandamentos e as leis mosaicas, tanto para assuntos morais quanto civis. Ainda havia as tradições das autoridades religiosas, chamadas de leis rabínicas. Além de suas próprias leis e costumes, os judeus estavam sujeitos também a um governo estrangeiro, o romano.

Sob o governo romano (Mt 5:41; Lc 2:15; Mc 12:17; Jo 19:7). Jesus nasceu em um tempo de ocupação estrangeira na história de Israel. Inicialmente, os romanos haviam colocado a Judeia sob a liderança local e semi-independente de Herodes, o Grande. Após a morte dele, a Judeia foi dividida entre seus três filhos e, mais tarde, Pôncio Pilatos se tornou governador. Os judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe em seu próprio país. Não tinham os mesmos direitos dos romanos e eram forçados a carregar cargas para os cidadãos do Império (Mt 5:41). Eram sujeitos a impostos romanos e ao recenseamento (Lc 2:1-5; Mc 12:17). Sem a permissão romana (Jo 19:7), nem mesmo podiam cumprir suas leis civis como descritas na Torá.

Jesus cumpriu a lei romana mesmo em face da injustiça. Ele advertiu Seus seguidores a percorrer uma milha a mais quando exigissem deles (Mt 5:41). E quando foi interrogado pelos fariseus se eles deveriam pagar os impostos aos romanos, Jesus respondeu: "Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mc 12:17).

A lei rabínica (2Rs 24:15; Mt 15:9; Mc 2:23; 3:1-6; Lc 13:34; Jo 5:8). Os israelitas, bem como as tribos de Judá e Benjamim, caíram na idolatria vez após vez. Após várias oportunidades de arrependimento rejeitadas, Deus deixou que o povo colhesse a consequência de seus erros. Os babilônios arruinaram o templo e levaram cativa grande parte da população judaica. Depois que Neemias, sob a direção de Deus, restaurou o templo e reconstruiu os muros de Jerusalém, os líderes judeus criaram leis para proteger os Dez Mandamentos e as leis da Torá, para que assim o povo judeu nunca mais fosse levado cativo. O mandamento de Deus para guardar o sábado, por exemplo, foi expandido para incluir regras bastante minuciosas, que estabeleciam desde a distância que alguém podia caminhar nesse dia até se alguém podia ou não pegar um lenço do chão durante o sábado.

Jesus parecia ter pouca consideração por essas tradições. Ele começou a curar no sábado pessoas que não corriam risco de morte. Ele permitiu que Seus discípulos colhessem grãos e os comessem no sábado. Ele até mesmo ordenou que algumas das pessoas que Ele curou pegassem sua cama e a levassem para casa nesse dia. Tudo isso fez com que os fariseus e líderes religiosos se sentissem contrariados e ameaçados.

As leis mosaicas (Dt 22:23, 24; 24:1-4; Mt 19:9; Jo 8:1-11). Elas estabeleciam regras para o dia a dia do povo de Israel. Algumas dessas leis apontavam para Cristo. Após Sua morte na cruz, os sacrifícios e cerimônias no templo não eram mais necessários. O tipo havia encontrado o antítipo.

A lei mosaica permitia que o marido desse um certificado de divórcio à sua esposa, caso ele descobrisse nela algo que o desagradasse (Dt 24:1-4). Jesus, no entanto, disse que a única razão para o divórcio são as relações sexuais ilícitas (Mt 19:9). Assim, Cristo chamou o povo para um padrão mais elevado.

Embora as leis civis e cerimoniais também tivessem sido dadas por Deus, elas eram de caráter transitório. Cristo veio ao mundo para dar a essas leis seu devido cumprimento, ampliando e aprofundando seu significado.

A lei moral (Mt 5:21, 22; 19:16-26; Mt 25, 27-28, Mc 12:30, 31; Hb 4:15). Os Dez Mandamentos nos mostram o caráter de Deus e a nossa condição pecaminosa. Jesus guardou perfeitamente essa lei. Embora Ele soubesse que a salvação não vem por meio da lei, ainda assim Ele a obedeceu (Mt 19:16-26). Cristo ensinou que os mandamentos da lei podem ser resumidos em uma palavra: amor – para com Deus, acima de todas as coisas, e para com o próximo, como a nós mesmos (Mc 12:30, 31).

Enquanto os líderes judeus observavam rigorosamente apenas o aspecto legal dos mandamentos, Jesus destacou os princípios espirituais por trás da lei. No Sermão da Montanha, Ele demonstrou que guardar externamente a lei não é o suficiente. Todos nós pecamos, tanto exteriormente quanto em nosso coração. Por isso, de acordo com Jesus, o ódio é equivalente ao assassinato e a lascívia é equivalente ao adultério (Mt 5:21; 27, 28). Nenhum de nós pode se vangloriar de guardar perfeitamente os mandamentos.

Obedecer à lei e demonstrar amor aos outros e a Deus não dependem do nosso legalismo, mas são a consequência natural de nosso relacionamento com Cristo e Sua graça. Não é o legalismo dos fariseus que nos salvará, mas os méritos de nosso perfeito Salvador.

Mãos à Bíblia

O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio, composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes.

2. Leia Mateus 26:59-61; Hebreus 10:28; Deuteronômio 17:2-6. Que princípio importante é visto nesses textos? O que isso nos diz a respeito dos conceitos bíblicos de justiça e igualdade?

Jill Manoukian | Indianápolis, Indiana, EUA

Terça

1 de abril


O amor de Deus por Seus filhos

Lição - Testemunho

"Deus criou o homem perfeitamente santo e feliz; e a linda Terra, ao sair das mãos do Criador, não apresentava nenhum vestígio de decadência nem sombra de maldição. Foi a transgressão da lei de Deus – a lei do amor – que trouxe sofrimento e morte. Contudo, mesmo em meio a sofrimentos que resultam do pecado, revela-se ainda o amor de Deus. Está escrito que Deus amaldiçoou a Terra por causa do homem (Gn 3:17). Os espinhos e cardos – as dificuldades e provações que tornam a vida cheia de trabalhos e cuidados – foram designados para seu bem, constituindo no plano de Deus uma parte da escola necessária para seu reerguimento da ruína e degradação que o pecado causou. Embora caído, o mundo não é todo tristeza e miséria. Na própria natureza há mensagens de esperança e conforto. Há flores sobre os cardos, e os espinhos se acham cobertos de rosas" (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 9, 10).

"A natureza e a revelação dão testemunho do amor de Deus. Nosso Pai celestial é a fonte de vida, sabedoria e felicidade. Olhe para as coisas maravilhosas e lindas que há na natureza. Pense como, de forma surpreendente, elas se adaptam às necessidades não só das pessoas, como de todos os seres criados. O brilho do sol e a chuva, que alegram e refrescam o solo, as colinas, os mares, as planícies, tudo isso nos fala do amor do Criador" (Ibidem, p. 9).

"A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. […] O amor de Deus tem sido revelado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Ele buscou provar que a justiça da lei divina é um inimigo da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. 'A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram' (Sl 85:10)" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 762).

Mãos à Bíblia

3. Leia Levítico 1:1-9; 2:14-16; 5:11-13. A que essas leis se referiam? Que importantes verdades elas ensinavam?

Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de "lei cerimonial". Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, juntamente com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial, ao estudá-la, podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.

Harry Yamniuk | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Quarta

2 de abril


O Legislador e os "doutores" da lei

Lição - Evidência

Desde o início de Seu ministério, Jesus teve problemas com os intérpretes da lei. Eles O seguiam pela Galileia e arredores de Jerusalém, prontos para O atacarem e surpreendê-Lo com alguma questão legal. Eles tinham tudo para reconhecer que Jesus era um Ser divino. Afinal, eles estavam às margens do Jordão quando João O batizou e declarou ser Ele o Cordeiro de Deus, e quando a voz do Pai O proclamou como Seu Filho amado. Mas eles insistiram em permanecer no legalismo, rejeitando Cristo e Sua mensagem.

Quando Jesus permitiu que Seus seguidores colhessem espigas ao caminharem por um campo no sábado, porque estavam com fome, os fariseus o rotularam como transgressor da lei (Mt 12:1-8). Quando Ele curou o homem no tanque de Betesda em um sábado, eles novamente O acusaram de transgredir o mandamento.

Precisamos nos lembrar de que a implicância daqueles líderes em relação a Jesus era fundamentada em seu orgulho religioso e em suas tradições, não na lei, tal qual Deus a entregou a Israel.

Veja que grande ironia: Os judeus odiavam as leis rígidas e arbitrárias que os romanos impunham sobre eles. No entanto, ao cercarem a lei de Deus com regras minuciosas e exageradas, acabaram tornando seu sistema de leis tão opressor quanto o dos romanos, ou mais.

Precisamos evitar os dois extremos: o legalismo – ênfase exagerada na lei e no comportamento, que torna os mandamentos de Deus chatos e indigestos – e a graça barata – a ideia de que Jesus é tão "bonzinho" que, por nos amar, vai fazer vistas grossas aos nossos pecados. A lei e a graça de Deus devem ser vistos e experimentados de forma equilibrada.

Mãos à Bíblia

Além das leis mosaicas, os judeus da época de Jesus também estavam familiarizados com a lei dos rabinos. Esses eram o braço acadêmico dos fariseus, e assumiam a responsabilidade de garantir que a lei mosaica permanecesse relevante para o povo. Os rabinos contaram 613 leis nos cinco livros de Moisés (incluindo 39 relacionadas ao sábado). Eles usavam essas leis como base para sua legislação e complementavam as leis escritas com uma lei oral que consistia em interpretações dos principais rabinos.

4. Leia Lucas 14:1-6; João 9. Embora Jesus tenha sido acusado de transgredir o sábado com Seus milagres de cura, será que o Antigo Testamento considerava pecado curar no dia de sábado? Como podemos evitar os erros dos judeus enquanto procuramos "andar fielmente no caminho"?

Lincoln Steed | Hagerstown, Maryland, EUA

Quinta

3 de abril


O amor cumpre a lei

Lição - Aplicação

A Bíblia narra nossa história e revela nosso futuro. Ela também revela esperança para um mundo faminto, egoísta e perdido. Essa esperança envolve um Salvador que deseja viver em nosso coração. Quando Ele habita em nós por meio de Seu Espírito, também nos ajuda a guardar a lei de Deus. Sua lei é de amor a Ele (os quatro primeiros mandamentos) e amor pelas pessoas (os últimos seis mandamentos). O amor é a base da lei de Deus.

Enquanto os fariseus ampliaram os Dez Mandamentos em um sistema de 613 regras (365 comandos negativos e 248 leis positivas), em contraste, Jesus foi capaz de resumir toda a Lei em apenas dois mandamentos que, por sua vez, se resumem no amor.

A aplicação de hoje será por sua conta. Utilize as linhas abaixo para listar pelo menos seis maneiras pelas quais você pode colocar em prática a essência da lei – o amor – com relação a Deus e ao seu próximo. Ore e peça que Deus o ajude a colocar sua lista em prática.

Mãos à Bíblia

Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez Mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid (5:1) contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as outras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos.

5. Leia Mateus 19:16-19; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. O que esses versos dizem sobre o papel dos Dez Mandamentos na vida dos seguidores de Cristo?

Pense Nisto

Violência urbana, abuso infantil, drogas e outros problemas terríveis têm tirado a vida de milhares de pessoas. Qual é o papel da igreja como agente do amor diante dessas situações?

Sonikile Tembo | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Sexta

4 de abril


"Em vão Me adoram"

Lição - Opinião

Desde tempos imemoráveis, a sociedade tem sido governada por tradições (ritos, costumes e práticas) passadas de uma geração a outra através da comunicação oral ou escrita. Quebrar essas tradições frequentemente significa morrer ou ser afastado da sociedade.

É errado manter uma tradição quando ela põe em risco a integridade das pessoas. Por exemplo, todos os anos, na Espanha, na cidade de Castrillo de Murcia, homens vestidos de diabo pulam por cima de bebês enfileirados na rua.1 Também existe o mergulho de Ano Novo na Sibéria, no qual homens mergulham no Lago Baikal – o mais profundo do mundo. Os mergulhadores abrem um buraco no gelo e então mergulham a 40 metros de profundidade. Um dos mergulhadores leva consigo uma árvore para que todos dancem ao redor dela.2 São tradições bastante perigosas, concorda? E se um daqueles homens cair sobre os bebês? E se um pai, filho ou marido se afogar durante o mergulho? Algumas tradições, no entanto, são boas. Lavar as mãos antes de comer, por exemplo, diminui os germes nocivos que poderiam entrar pela boca.

As pessoas do tempo de Cristo também adotaram várias tradições, muitas das quais eram criadas pelos fariseus e outros professores da lei. Algumas dessas tradições iam até mesmo contra os mandamentos de Deus. Um exemplo disso se encontra em Marcos 7:1-13. No verso 10, Jesus mencionou a importância de honrar nossos pais, como Deus ordenou (Êx 20:12). Logo em seguida, no verso 11, Ele declarou como esse mandamento era invalidado pelos líderes religiosos.

Assim Jesus nos ensina que é mais importante obedecer às leis de Deus do que seguir as tradições humanas. Ao tentarem ensinar a lei de Deus, os escribas e fariseus somente sobrecarregaram as pessoas com suas tradições. Em vão eles adoravam a Deus, pois "seus ensinamentos não [passavam] de regras ensinadas por homens" (Mt 15:9).

Como seguidores de Jesus, somos convidados a estudar Sua Palavra diariamente e obedecê-­la. Se fizermos isso, ninguém nos fará escravos de "filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo" (Cl 2:8).

1. Wikepedia.com, "Baby jumping", http://en.wikipedia.org/wiki/Baby_jumping (acessado em 26 de março de 2013).
2. TopTenz, "Top Ten Dangerous Traditions", http://www.toptenz.net/top-10-dangerous-traditions.php#ixzz2OfWQiK5b (acessado em 26 de março de 2013).

Mãos à obra

• Cante a música "Êxodo 20", de Daniel Lüdtke (DVD Filhos de Israel, gravadora Novo Tempo), decore a letra e medite na perfeição da lei de Deus.

• Entreviste um idoso e procure saber a respeito de como as pessoas, especialmente os jovens, pareciam ser mais obedientes às regras no passado. Procure entender, à luz da Bíblia, o porquê de as coisas terem piorado tanto.

• Decore os Dez Mandamentos e os recite em sua classe da Escola Sabatina. Façam uma competição para ver quem é capaz de memorizar com mais detalhes.

Collins Kalaluka | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Lição 2 - Jovens - 2º Trimestre de 2014

Lições Jovens Discipulado

Lição 2 - Cristo e a lei de Moisés
5 a 11 de abril

Lição 2 - 2º Trimestre de 2014


"Se vocês cressem em Moisés, creriam em Mim, pois ele escreveu a Meu respeito" (Jo 5:46).


Prévia da semana: Jesus como Legislador, também foi um judeu sujeito à lei. Embora Ele criticasse os regulamentos humanos que feriam o espírito da lei, respeitou a lei e sublinhou em Seu ministério as lições sobre a graça salvadora de Deus e o poder revelado na lei.

Leitura adicional: Caminho a Cristo, p. 57-65; Comentário da Lição, em cpb.com.br, no link serviços/lições/comentários

 


Domingo

6 de abril


Permanecendo fiel

Lição - Introdução

Em pé numa ponte em cima da estrada N2, na Cidade do Cabo, África do Sul, esperei para conseguir uma boa visão do presidente do meu país e sua carreata enquanto se dirigiam do aeroporto para o centro da cidade para a abertura do Parlamento. Para mim foi fácil identificar sua frota, porque os carros estavam acima da velocidade máxima permitida. Isso confirmou todas as notícias que eu havia lido na mídia sobre oficiais do governo transgredirem as próprias leis que eles decretam.

Sabendo que a melhor maneira de ensinar uma criança – e mesmo um adulto – a obedecer é pelo exemplo, era de se esperar que oficiais do governo obedecessem às leis, constituindo assim um exemplo para a população. No entanto, pessoas em todos os lugares ao redor do mundo têm problemas em obedecer a leis, mesmo aquelas que dizem seguir a Cristo. Felizmente, o Filho de Deus Se revestiu da natureza humana e veio à Terra para nos mostrar, por Seu exemplo, como viver de acordo com a lei do Pai. Ele até mesmo viveu de acordo com a chamada "Lei de Moisés" – leis cerimoniais e civis designadas por Deus para criar uma sociedade que refletisse Sua vontade e que servisse como farol para as outras nações. Da circuncisão à visita ao templo, das festas judaicas à Sua atitude em relação aos impostos, Jesus permaneceu fiel a esse sistema de leis que seria cumprido por meio de Sua morte na cruz.

Cristo participou das festividades judaicas e seguiu os costumes judaicos, muitos dos quais apontavam para Ele. Seria muito fácil para Ele transgredir aquelas leis, assim como as autoridades dos nossos dias frequentemente fazem. Mas Jesus nos deu o exemplo perfeito de obediência.

Mãos à Bíblia

Quando Jesus tinha oito dias de vida, Seus pais realizaram a cerimônia da circuncisão e Lhe deram o nome, da mesma forma que havia ocorrido com um número incontável de meninos hebreus em tempos passados. Imagine o imaculado Filho de Deus, agora em forma humana, passando pelo mesmo ritual que Ele havia instituído muitos séculos antes!

1. Leia Lucas 2:21-24 à luz de Êxodo 13:2, 12 e Levítico 12:1-8. O que esses textos nos dizem sobre José e Maria? O que podemos aprender com o exemplo deles?

De acordo com Êxodo 13, todo primogênito entre os filhos de Israel (de animal ou humano) devia ser dedicado ao Senhor. A lei também determinava em Levítico 12:2-5 que, após o nascimento de um menino, a mulher ficava impura por 40 dias (oitenta dias se fosse menina). No fim desse período, ela devia se apresentar ao sacerdote e oferecer um sacrifício. Como judeus piedosos, Maria e José cumpriram meticulosamente as obrigações da lei mosaica e garantiram que o Filho de Deus levasse as marcas da aliança.

Sifelani Masamba | Cidade do Cabo, África do Sul

Segunda

7 de abril


Amor – inclusive no sábado

Lição - Evidência

Muitas pessoas pensam que guardar a lei é uma forma de impressionar a Deus. No entanto, não existe nada suficientemente bom que possamos fazer com nossas próprias forças para ganhar o favor divino. É por isso que Jesus nos ensina a olhar para Ele, e não para nós mesmos, em busca de salvação.

Em João, no capítulo 5, nos versos 1-15, lemos como Ele curou um homem deficiente físico havia trinta e oito anos. Antes de tudo, Jesus perguntou se ele queria ser curado. Isso fez com que a atenção do homem se voltasse imediatamente para o Salvador, mas ele ainda pensava que a ajuda viria apenas do tanque (v. 7). A resposta de Jesus foi rápida e ao ponto: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande." O homem obedeceu imediatamente.

Em seguida, os judeus quiseram assassinar Jesus, provavelmente, "porque Ele havia curado o homem e ordenado que ele carregasse sua cama no sábado. [...] Apesar de ser permitido pela lei judaica tratar um homem que estivesse gravemente enfermo, o tratamento de um caso crônico como esse era proibido. Um comentário judaico antigo, escrito muitos séculos depois do tempo de Jesus, mas que reflete a situação em Seus dias, declara: 'É permitido a uma pessoa curar no sábado? Nossos mestres têm ensinado: Um perigo mortal substitui o sábado; mas se há dúvidas de que ele [o doente] recobrará a saúde, não se deveria cancelar o sábado [por causa dele].' [...] A atitude de Jesus no caso daquele homem que esteve doente por 38 anos parece ter sido de propósito para demonstrar a falácia de tais restrições legais por parte dos judeus da época."*

Os ensinos de Jesus nos apontam a lei maior por trás de qualquer conjunto de regras, seja ele os Dez Mandamentos ou a lei de Moisés. Essa lei é a lei do amor e da misericórdia. O que Jesus estava dizendo com esse milagre no dia de sábado é basicamente isto: "Até mesmo no sábado, o amor, a misericórdia e a compaixão de Deus atuam. E assim faço Eu também."

* William Barclay, The Gospel of John, v. 1 (Philadelphia, PA: Westminster Press, 1975), p. 183.

Mãos à Bíblia

2. Quantas vezes Jesus celebrou a Páscoa? Lc 2:41-43; Jo 2:13-23; Mt 26:17-20

Cinquenta dias após a Páscoa ocorria a festa de Shavuot, muitas vezes referida pelo seu nome grego, Pentecostes. Embora as Escrituras não apresentem uma razão para o Pentecostes, os rabinos acreditavam que o festival comemorava a entrega da lei a Moisés. Antes de Sua ascensão, Jesus aconselhou Seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo batismo do Espírito Santo (At 1:4, 5). Esse evento realmente ocorreu no Dia de Pentecostes (At 2:1-4).

O último período de festas do ano civil judaico era a Festa dos Tabernáculos (Festa das Cabanas) e o Dia da Expiação (Yom Kippur). Embora não mais realizemos as festas bíblicas, o que podemos fazer para manter diante de nós a realidade de Deus, o que Ele fez por nós e o que Ele nos pede?

Pense Nisto

• Qual é o perigo de acharmos que nossa obediência é o que nos salva, em vez de olharmos apenas para Jesus?

• Se a obediência à lei de Deus não nos salva, por que devemos ser obedientes, então?

Priscilla Tsotsoma Garanewako | Cidade do Cabo, África do Sul

Terça

8 de abril


A lei dos rituais

Lição - Exposição

O poder do ritual (Lv 4 e 16). Muitos cristãos protestantes, incluindo alguns adventistas do sétimo dia, têm certa aversão à palavra "ritual". No entanto, rituais são parte integrante de nossa vida diária, mesmo que não estejamos conscientes de sua presença. Considere a importância dos rituais políticos (a tomada de posse de um novo presidente, por exemplo) ou os rituais que marcam transições importantes da vida (aniversário, casamento, formatura, etc.). No Antigo Testamento, os rituais assumiam um papel muito importante. A morte de um animal inocente ensinava claramente a gravidade do pecado. A transferência do pecado de alguém através da imposição das mãos sobre a cabeça do animal era um ato simbólico. Alguém tinha que pagar o preço. O sangue era recolhido e aplicado sobre o altar; em seguida, era trazido para o santuário e aspergido sobre o véu que separava o lugar santo do santo dos santos. O animal era queimado e, uma vez por ano, o santuário, contaminado com os pecados da nação, era "purificado", no Dia da Expiação (Lv 16). Tudo isso apontava para aspectos específicos do plano da redenção. Ou seja: os rituais são importantes, especialmente no que se refere à sua função didática. Por isso, ao vir à Terra, Cristo respeitou não somente a lei moral, mas também as ordenanças e cerimônias que, após Sua morte na cruz, não mais seriam necessárias.

Jesus, os rituais e o judaísmo do primeiro século (Jo 13). Os rituais desempenharam um papel importante nos dias de Jesus. O templo representava o centro da teologia e da vida judaica. Quando consideramos os escritos do Mar Morto, que datam aproximadamente do século anterior ao do nascimento de Jesus, começamos a entender a quantidade enorme de rituais que havia entre os judeus da época. Purificações, lavagens rituais, bênçãos, orações, tudo envolvia rituais. Desde o momento em que acordavam até o fim do dia, os habitantes de Qumran (onde foram encontrados os rolos do Mar Morto), bem como os judeus em geral, estavam cercados por atos simbólicos. Vale lembrar que, embora o Antigo Testamento estabelecesse várias leis cerimoniais, grande parte desses rituais provinha da "tradição dos anciãos" (Mt 15:2) e não da Bíblia.

Foi nesse contexto repleto de rituais que Jesus nasceu e foi criado. Ele foi circuncidado ao oitavo dia (Lc 2:21). Seus pais pagaram o preço do resgate por Ele ser o primogênito (Lc 2:22-24). Ele visitou o templo e participou do ritual da Páscoa. Quando havia chegado o momento de celebrar a última Páscoa antes de Sua morte, Jesus transformou um ritual existente (a Páscoa) e instituiu, a partir dele, um novo ritual que lembra aos Seus discípulos Sua morte, ressurreição e segunda vinda (Jo 13; Mt 26:17-30; 1Co 11:23-26). Cristãos de todo o mundo ainda celebram a ceia da comunhão. Os adventistas do sétimo dia, em particular, revivem também, antes de cada santa ceia, o serviço de humildade, lavando os pés uns dos outros, como Jesus lavou os pés de Seus discípulos. O batismo é outro exemplo de um ritual que comunica conceitos-chave da vida cristã: a morte para o pecado e a ressurreição para Deus.

Os rituais bíblicos não só apontavam para o Messias, mas eram – e ainda são – também uma ferramenta pedagógica de Deus, para ensinar o plano da salvação. E tudo isso se resume em Jesus, "o Autor e Consumador da [nossa] fé" (Hb 12:2).

Mãos à Bíblia

3. Com base em Lucas 2:41-52, responda às seguintes perguntas:
a. Como essa história ilustra o caráter judaico dos evangelhos e a centralidade da religião em tudo o que acontecia?
b. Qual é a importância do fato de que essa história aconteceu durante a Páscoa?
c. Por quantos dias os pais de Jesus não conseguiram encontrá-Lo? Que lembrança isso traz a você?
d. Embora Jesus fosse uma criança obediente, Sua resposta aos pais parece ter sido quase uma repreensão. Que ponto importante essa resposta contém? O que isso nos diz sobre o que deve ter prioridade em nossa vida?

Pense Nisto

Em sua opinião, para que servem os rituais? Em que sentido eles podem ser prejudiciais?

Lisa Poole | Elbert, Colorado, EUA

Quarta

9 de abril


Sombras da cruz

Lição - Testemunho

"O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, foi privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção. [...]

"Os cristãos que professam ser estudantes da Bíblia podem apreciar mais completamente do que o fez o antigo Israel o pleno significado das ordenanças cerimonias que eles tinham que observar. Se são realmente cristãos, estão preparados para reconhecer a santidade e a importância dos misteriosos símbolos, enquanto veem o cumprimento dos eventos que estes representam. A morte de Cristo dá ao cristão um conhecimento correto do sistema de cerimônias e explica profecias que ainda permanecem obscuras aos judeus. Moisés não concebeu nenhuma lei de si mesmo. Cristo, o anjo a quem Deus escolheu para ir adiante de Seu povo eleito, deu a Moisés estatutos e requerimentos necessários para uma religião viva e para governar o povo de Deus. Os cristãos cometem um erro terrível quando chamam essa lei de severa e arbitrária, e então a contrastam com o evangelho e a missão de Cristo em Seu ministério na Terra, como se Ele estivesse em oposição aos justos preceitos que eles chamam de lei de Moisés. [...]

"Cristo, que foi adiante de Moisés no deserto, tornou mais claros os princípios da moralidade e da religião, por preceitos particulares, especificando o dever do homem para com Deus e seu semelhante, com o propósito de proteger a vida e guardar a sagrada lei de Deus, que não deveria ser inteiramente esquecida no meio de um mundo apóstata" (Ellen G. White, Review and Herald, 6 de maio de 1875).

Mãos à Bíblia

4. Leia Mateus 17:24-27. O que Jesus quis dizer quando declarou: "[...] para que não os escandalizemos"? Qual princípio contido nessas palavras devemos aplicar em nossa vida?

"Se Jesus houvesse pago o tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da reivindicação [de que Ele devia pagar], tendo assim negado Sua divindade. Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o direito sobre o qual ela estava fundamentada. Provendo o necessário para pagamento do tributo, Ele deu o testemunho de Seu caráter divino. Foi demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob tributo, como um simples súdito do reino" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 434). No entanto, Jesus escolheu sujeitar-Se às autoridades e ordenou que Pedro tirasse a moeda para o imposto da boca do primeiro peixe que ele pegasse. O siclo na boca do peixe foi suficiente para pagar o imposto por Jesus e Pedro.

Jesus pagou o imposto do templo, mesmo sabendo que aquela magnífica estrutura em breve seria destruída (Mt 24:1, 2). O que isso deve nos dizer sobre nossa obrigação de ser fiel nos dízimos e ofertas, independentemente dos problemas que cremos que existam?

Timothy Chabvalasanza K. | New Tafara, Harare, Zimbábue

Quinta

10 de abril


Fidelidade ao Senhor

Lição - Aplicação

Quando Deus concedeu as leis cerimonias e civis a Moisés, Ele não teve a intenção de colocar de lado o concerto que já havia estabelecido por meio dos Dez Mandamentos. Quando Jesus viveu na Terra, Ele não foi fiel somente ao Decálogo, mas também às leis cerimoniais – que apontavam para Ele. O que podemos aprender da obediência de nosso Salvador? Como podemos seguir o exemplo dEle?

1. Não se renda às tentações de Satanás. A cada tentação, Jesus reagiu citando versos de Deuteronômio, capítulos 6 e 8. A obediência é prova de que o Criador habita em nosso coração. Quando obedecemos a Deus, demonstramos nosso amor a Ele, e mostramos ao mundo que não temos outros deuses além do Senhor.

2. Seja fiel. Jesus permaneceu fiel a Deus e a nós. Sua fidelidade O levou a deixar o Céu e a companhia do Pai, e vir a este mundo em trevas para nos salvar. Sua fidelidade O levou a morrer numa cruz e sofrer a segunda morte – a separação completa de Deus – em nosso lugar. Confie no sacrifício de Jesus para sua salvação e seja fiel a Ele, como Ele é fiel a você.

3. Retribua Seu amor. "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças" (Dt 6:5). "Ame cada um o seu próximo como a si mesmo" (Lv 19:18). O amor é a base tanto dos Dez Mandamentos quanto das leis cerimoniais. Assim também, o amor deve ser sempre a base de nossa obediência a Deus.

Mãos à Bíblia

5. Jesus deixou claro que não era Seu propósito abolir "a Lei ou os Profetas" (Mt 5:17-20).Como, então, devemos entender João 8:1-11 e Mateus 19:1-9, à luz de Deuteronômio 22:23, 24 e 24:1-4?

Alguns dos fariseus estavam sempre tentando expor Jesus como um transgressor da lei (leia, por exemplo, João 8:6). No caso da mulher apanhada em adultério, Ele não disse que ela não deveria ser apedrejada, mas simplesmente obrigou esses homens a pensar em suas próprias transgressões da lei. Mesmo a liberação da mulher estava em harmonia com a lei de Moisés, porque ninguém ficou para apontar um dedo acusador, e pelo menos duas testemunhas eram necessárias para administrar a justiça (Dt 17:6). Mesmo quando Jesus avaliou uma lei de Moisés (como no caso do divórcio), Ele não a desprezou. Jesus era um judeu fiel em todos os sentidos, obedecendo às leis de Moisés.

Pense Nisto

Algumas pessoas usam certos textos da Bíblia para "provar" que não mais precisamos obedecer aos Dez Mandamentos porque a morte de Cristo aboliu a necessidade de fazermos isso. Veja Gálatas 3:11, por exemplo. Como você responderia a essas pessoas?

Japhet J. Madanhi | Cidade do Cabo, África do Sul

Sexta

11 de abril


Obediência e identidade cristã

Lição - Opinião

Certa vez, Jesus perguntou a Seus discípulos: "Quem o povo diz que o Filho do Homem é?" (Mt 16:13). "Eles responderam: 'Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas'" (Mt 16:14). Ele perguntou isso porque precisavam ter uma compreensão clara de quem era o Salvador. "E vocês?', perguntou Ele. 'Quem vocês dizem que Eu sou?' Simão Pedro respondeu: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo'" (v. 15, 16).

Muitas vezes falhamos em compreender e identificar quem realmente somos, e o que Jesus e Sua lei significam para nós. Sabia que você foi criado de um modo assombroso e maravilhoso (Sl 139:14)? Você é único! Ninguém tem as mesmas digitais que você, nem a mesma voz. E, como se isso não fosse suficiente, você foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança (Gn 1:26)! Ele colocou você na Terra para cumprir uma missão e deixar um nome, um legado. E a melhor maneira de fazer isso é sendo obediente às ordens de Deus e vivendo de acordo com a vontade dEle, registrada na Bíblia.

Hebreus 11 traz uma lista de pessoas que nos deixaram um legado de fé, um exemplo de vida a ser imitado. Se você estivesse no meio desses personagens, que testemunho você daria? O que suas palavras e ações dizem sobre seu caráter? As pessoas veem Jesus através de você? A vida de Cristo aqui na Terra foi um exemplo para nós – exemplo de uma vida centralizada em Deus. Se queremos entrar na lista dos heróis da fé, devemos viver como Cristo, o maior dos heróis, viveu.

Quando nos graduamos em um curso, recebemos um diploma ou um certificado. Quando casamos, recebemos uma certidão de casamento. De igual modo, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador e vivemos de acordo com Sua vontade, nosso nome é registrado no Livro da Vida. Saber disso nos ajuda a ter um profundo senso de identidade e de missão, e nos motiva a viver em santidade e de acordo com as leis do Senhor.

Mãos à obra

• Comece uma escola sabatina filial na casa de alguém que esteja dando seus primeiros passos na fé. Estudem juntos a Lição deste trimestre, e ensine a essa pessoa a intensa harmonia que existe entre a lei e o evangelho.

• Responda para você mesmo: Como a noção de que somos salvos pela graça de Deus mediante a fé, e não pelas obras, pode nos ajudar a entender o assunto da lei na perspectiva correta?

• Crie um canal no YouTube e poste, regularmente, vídeos que falem sobre a graça de Deus e a obediência à Sua lei. Se você tiver dificuldades de encontrar esses vídeos na internet, faça seus próprios vídeos, em casa.

Yeukai Cleopas Muchemwa | New Tafara, Harare, Zimbábue

Lição 3 - Jovens - 2º Trimestre de 2014

Lições Jovens Discipulado

Lição 3 - Cristo e a tradição religiosa
12 a 18 de abril

Lição 3 - 2º Trimestre de 2014


"'Este povo Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão Me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens'" (Mt 15:8-9).


Prévia da semana: Nenhum ser criado tem o direito de mudar a lei de Deus. Sua lei é imutável.

Leitura adicional: 1 Coríntios 13:9-13; Mateus 12:33, 34; Atos 2; Atos dos Apóstolos, p. 188-194; O Desejado de Todas as Nações, p. 321-327

 

Chegou o grande dia! Que Deus abençoe seu envolvimento no evangelismo da amizade!



Domingo

13 de abril


Confundindo as coisas

Lição - Introdução

Enquanto fazia uma reportagem para a revista de viagem para a qual eu trabalhava, tive que explorar duas dietas "religiosas": halal e kosher. A última me conduziu para a primeira sinagoga construída na Cidade de Makati, nas Filipinas, no início dos anos 40. Fiquei particularmente fascinada com a atenção dada a certos rituais para que, no preparo da comida, fosse seguido estritamente as leis kosher. Por exemplo, a garganta de um cabrito precisa ser precisamente cortada da maneira correta, e um ovo precisa ser inspecionado para garantir que a gema não tenha nenhuma mancha de sangue.

Outra tradição envolve o "abajur kosher" ou "abajur de shabbath". Ele foi projetado com uma cobertura interna giratória que possibilita ocultar sua luz parcial ou completamente. Assim, é possível esconder ou não a luz, sem desligar o abajur. A pessoa não precisa "trabalhar" no sábado ao ligar ou desligar o botão. É bonito observar o zelo que os judeus têm por seus costumes derivados da Torá. Mas é preciso reconhecer também que o excesso de zelo em certos aspectos provém de tradições e não da Bíblia.

Curiosamente, mais de 2 mil anos atrás, a guarda do sábado era assunto nos tempos de Jesus. Ele e Seus discípulos estavam sujeitos a olhares examinadores quando andavam num campo de grãos e comeram das espigas que seriam colhidas. Os fariseus não hesitaram em acusá-los de fazer o que não era permitido no sábado. No entanto, a resposta de Jesus colocou em xeque a atitude deles: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do Homem é Senhor até mesmo do sábado" (Mcs 2:27, 28).

Em outras palavras, a interpretação dos escribas e fariseus a respeito do sábado era uma visão legalista. Eles falharam em enxergar que a lei de Deus foi dada para nosso benefício, e que guardar os mandamentos deve ser uma resposta de amor a Deus, e não um meio de obter Seu favor. Eles confundiram as coisas, tornando complicado o que era simples.

Nesta semana, vamos entender como Jesus considerava as tradições religiosas, e as colocava em seu devido lugar.

Mãos à Bíblia

Ao dizer que, "na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus", Jesus reconheceu a posição deles como mestres do povo (Mt 23:2, 3). Afinal, pelo menos eles tinham assumido a responsabilidade de assegurar que o povo fosse instruído no caminho da lei.

1. Leia Mateus 23:1-7. Qual foi um dos maiores problemas de Jesus com os escribas e fariseus?

Ao considerarmos atentamente esse texto, descobrimos que o grande problema de Jesus com os fariseus não era seu desejo de que os outros guardassem a lei de Moisés, mas o fato de que eles não a estavam guardando. Eles eram hipócritas, pois diziam uma coisa, mas faziam outra, e até mesmo quando faziam as coisas certas, faziam isso pelas razões erradas.

Glenn Orion | Cidade de Makati, Filipinas

Começa hoje o Evangelismo de Semana Santa: "Nos Passos do Mestre". Participe no seu pequeno grupo!


Segunda

14 de abril


Por trás das regras

Lição - Exposição

Tradições humanas (Mc 7:1-8). Nos dias de Cristo, a maioria do povo judeu vivia de acordo com o modo pelo qual os fariseus e saduceus interpretavam a lei. Esses homens dirigiam a espiritualidade das pessoas e promoviam a tradição em lugar dos verdadeiros princípios da lei de Deus. Alguns fariseus e mestres da lei vieram de Jerusalém e, reunindo-se em volta de Jesus, viram Seus discípulos comendo sem ter lavado as mãos de acordo com a cerimônia.

Fundamentados na tradição, os judeus deviam passar por um ritual específico de lavar as mãos, pois, se houvessem tido contato com algum não judeu, seriam considerados impuros. Em Marcos 7:5, os líderes religiosos questionaram Jesus por não ensinar aos discípulos a tradição dos anciãos. Ele, então, citou Isaías 29:13, onde o profeta Isaías advertiu o povo contra a hipocrisia: "Esse povo [...] Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim". Cristo mostrou que os mandamentos de Deus, que são fundamentados em Seu amor por nós, são muito mais importantes do que doutrinas humanas. É verdade que muitas tradições são importantes, mas elas precisam ser governadas pela Palavra de Deus. Aqueles que ensinam doutrinas dos homens em lugar da Bíblia, a esses Cristo chamou de hipócritas.

Princípios por trás da lei (Jo 8:1-12).O relato de João 8:1-12 nos mostra que Cristo Se deteve mais no espírito da lei do que em sua letra, ou seja, Ele procurava o princípio mais amplo por trás de cada mandamento. A lei hebraica exigia que, se um homem e uma mulher fossem pegos em adultério, ambos deviam ser apedrejados (Dt 22:22). Mas no relato mencionado acima, somente a mulher foi levada perante Jesus. Onde estava o homem que cometeu adultério com ela? O que eles realmente queriam era apanhar Jesus numa cilada. Cristo, com Sua divina sabedoria, apelou para o princípio moral por trás do mandamento contra o adultério – a fidelidade –, e levou Seus ouvintes a um autoexame (v. 7). Todos entenderam onde Jesus queria chegar!

A religião, se não for equilibrada com a justiça e o amor, pode se tornar extremista e perigosa. Cristo, como autor da lei, lidou com ela da maneira mais saudável possível, e deseja que façamos o mesmo.

As regras e o Dono delas (Mc 10:17-27). O jovem rico acreditava na salvação pelas obras. Foi por isso que ele perguntou: "Que farei para herdar a vida eterna?" Mas será que ele estava realmente interessado na vida eterna? Ou queria, na verdade, elogios e a confirmação de que o que estava fazendo era certo? A tradição de obedecer aos mandamentos mecanicamente era mais importante para aquele jovem do que viver a essência da lei: amar a Deus a ponto de abrir mão de tudo por Ele. Lembre-se: Antes de guardar a lei, precisamos amar o Deus da lei. Acima das regras está o Dono delas.

Ser fiel às tradições herdadas de seus pais, avós e bisavós não carimba seu passaporte para o Céu. Manter as boas tradições é algo muito positivo, e faz parte da formação de nossa identidade. O problema é quando reduzimos nossa religião a um conjunto de tradições, costumes e ritos vazios. Para saber o que realmente significa a salvação, você precisa desenvolver uma afinidade com Deus a ponto de não conseguir imaginar viver sem Ele. Busque essa experiência, e você não vai se arrepender!

Pense Nisto

Pense nas tradições religiosas que cercam você, especialmente em sua vida e em sua igreja local. Quais dessas tradições podem ser consideradas boas e necessárias? E quais você considera que são prejudiciais à sua comunhão com Deus? O que você pode fazer em relação a isso?

Mãos à Bíblia

2. Leia Mateus 15:1-6. Qual foi a controvérsia nesse episódio? Qual erro Jesus procurou corrigir?

Não parece que Jesus tivesse problema com a existência das regras dos fariseus. Para Jesus, o problema era a elevação dessas regras à condição de "doutrina". Nenhum ser humano tem o poder de criar restrições religiosas e elevá-las ao nível de mandamento divino. Mas isso não quer dizer que os cristãos estejam proibidos de criar regulamentos que ajudem a governar o comportamento da comunidade. A instrução prática muito poderia ajudar as pessoas na observância da lei. No entanto, jamais se deve permitir que a instrução assuma o lugar da própria lei.

Paul Graham | Bowie, Maryland, EUA

Tema de hoje: Você já deu um passo de humilhação? Participe no Pequeno Grupo.


Terça

15 de abril


Ainda vale!

Lição - Testemunho

Tem gente por aí dizendo que a lei de Deus não mais tem valor, e que hoje vivemos no "tempo da graça". Essas pessoas consideram os mandamentos como se fossem um fardo, uma escravidão da qual Jesus veio nos libertar. Mas não é assim, pois, pra começar, Jesus é o próprio autor da lei (Êx 20:1-17; Jo 10:30).

"Muitos dizem que na morte de Cristo a lei foi revogada, mas nisto contradizem as próprias palavras de Cristo: 'Não pensem que vim abolir a lei ou os profetas. [...] Enquanto existirem céus e Terra, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço' (Mt 5:17, 18). Foi para expiar a transgressão da lei pelo homem que Cristo depôs Sua vida. Pudesse a lei ser mudada ou posta de lado, Cristo não precisaria ter morrido. Por Sua vida na Terra, Ele honrou a lei de Deus. Por Sua morte, estabeleceu-a. Deu a vida como sacrifício, não para destruir a lei de Deus, não para criar uma norma inferior, mas para que a justiça fosse mantida, para que fosse vista a imutabilidade da lei e permanecesse para sempre.

"Satanás havia declarado que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossas próprias forças não podemos obedecer e eles. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus.

"'A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome' (Jo 1:12). Esse poder não está no instrumento humano. É o poder de Deus. Quando alguém recebe a Cristo, recebe também o poder de viver a vida de Cristo" (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 314).

A lei de Deus não é algo inconveniente nem pesado ou chato. Ao contrário: a lei é um manual de sobrevivência e um espelho que nos faz sentir quanto precisamos de Jesus.

Pense Nisto

Em sua opinião, é fácil obedecer à lei de Deus? Por quê? Leia 1 João 5:3. Como podemos explicar esse texto, levando em consideração nossa fraqueza humana?

Mãos à Bíblia

3. Leia novamente Mateus 15:1, 2. Em qual texto dos primeiros cinco livros de Moisés essa tradição estava fundamentada? Que lição podemos aprender com isso? Leia também Mc 7:3, 4; Mt 15:11

Somos levados a procurar um texto bíblico que ordene: "Tu deves lavar as mãos antes de comer." No entanto, essa ordem não teria surpreendido os escribas e fariseus quando eles confrontaram Jesus, porque eles deixaram claro que os discípulos não estavam transgredindo a lei mosaica, mas a "tradição dos anciãos". Aparentemente, a preocupação dos fariseus era que, enquanto as pessoas realizavam suas tarefas diárias, tocariam em coisas que haviam sido contaminadas. Consequentemente, se comessem sem lavar as mãos, seriam contaminadas cerimonialmente ao tocar no alimento. Visto que eles acusaram os discípulos de Jesus, podemos concluir que o próprio Jesus não transgrediu essa bem conhecida tradição (Mc 7:3). No entanto, Ele sabia muito bem que a maior preocupação dos fariseus estava nas coisas secundárias.

Abigail McPherson | Glenn Dale, Maryland, EUA

Ore por decisões durante a Semana Santa. Participe hoje da reunião no seu Pequeno Grupo.


Quarta

16 de abril


O coração da lei

Lição - Evidência

Na Bíblia, Isaías é um livro profético, escrito durante os reinos de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, todos reis de Judá, o reino do sul. Nele estão registradas visões e mensagens dadas por Deus a Isaías, destinadas especialmente a Judá e Jerusalém (Is 1:1). Nesse mesmo livro, encontramos uma forte repreensão à hipocrisia religiosa do povo: "O Senhor diz: 'Esse povo se aproxima de Mim com a boca e Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. A adoração que Me prestam só é feita de regras ensinadas por homens'" (Is 29:13). Com esse verso começamos a compreender o centro da questão – a adoração do povo continuaria sendo inútil enquanto colocassem o foco em regras humanas. A adoração deles consistia em um ritual totalmente desprovido da verdadeira comunhão com o Céu. Eles olhavam para sua performance religiosa e achavam que era o suficiente para merecer o favor divino.

No Novo Testamento, vemos os fariseus e mestres da lei desafiando Jesus porque Seus discípulos não estavam observando o ritual religioso de lavar as mãos antes de comer (Mt 15:1, 2. É importante lembrar que esse "lavar as mãos" não se refere à higienização que ainda hoje fazemos antes de tomar uma refeição. Tratava-se de um ritual de purificação repleto de detalhes). Nos versos 7-9, Jesus confirmou a profecia anterior de Isaías e informou aos líderes que eles estavam colocando tradições religiosas acima da lei de Deus. Embora os rituais religiosos sejam, na maioria das vezes, bem intencionados, eles podem ser confundidos com a guarda da lei, e esta, por sua vez, pode acabar se tornando um conjunto de cerimônias ocas, vazias de significado.

Se nossa adoração é simplesmente por obrigação, jamais produziremos o resultado que Deus espera. E qual é esse resultado? É a adoração genuína, que vem do coração. Essa adoração reflete nossa obediência à lei de Deus por amor e não por medo (1Jo 4:18).

Mãos à Bíblia

4. Leia Mateus 15:3-6. Levando em conta o contexto de Êxodo 20:12, Deuteronômio 5:16, Mateus 19:19 e Efésios 6:2, quais foram as duas graves acusações feitas por Jesus contra os fariseus?

Quando os fariseus confrontaram Jesus a respeito do incidente relacionado à questão de lavar as mãos, esperavam que Ele respondesse diretamente à sua acusação. No entanto, em Seu estilo único, Jesus os confrontou com uma pergunta que era o verdadeiro cerne da questão. Jesus queria que eles soubessem que o problema não era lavar as mãos nem a entrega do dízimo, mas a elevação dos padrões humanos acima dos padrões divinos. Embora os fariseus possam ter tido motivos lógicos para suas ações, Deus não espera que os seres humanos O amem de acordo com a própria vontade humana. Era bom que eles estivessem preocupados com disciplina e vida santa, mas essa preocupação jamais deveria obscurecer a vontade de Deus.

Pense Nisto

• Como podemos evitar que nossa adoração a Deus seja por obrigação?

• Quais são algumas regras humanas que frequentemente trazemos para a adoração, e que impedem de estarmos verdadeiramente em comunhão com Deus?

Makeeya Hazelton | Nova York, Nova York, EUA

Convide um amigo para ir ao seu Pequeno Grupo orar e estudar a Bíblia.


Quinta

17 de abril


Em harmonia com Deus

Lição - Aplicação

Deus nos deu os Dez Mandamentos para que pudéssemos saber o que Ele espera de nós e como ter uma vida mais feliz. Apesar disso, a vida e os ensinos de Cristo nos mostram que a lei não é capaz de nos salvar. Somos salvos por Sua graça. Não obedecemos à lei para ser salvos, mas porque somos salvos. Veja a seguir alguns passos para ter uma vida em harmonia com a graça e com a lei de Deus.

Entregue tudo a Deus. Muitas vezes, quando oramos, gastamos tempo apenas pedindo. Experimente agradecer mais. Pense em todas as coisas boas que Deus lhe dá, a começar por Jesus – o melhor dos presentes. Então, entregue toda a sua vida nas mãos do Senhor, incluindo seus pecados e maus hábitos. Não segure nada para si. Deixe que Cristo tome conta de seu ser. Então, livre dos seus fardos, você estará mais leve e pronto para guardar a lei de Deus.

Solte o que puxa você para baixo. Há coisas que impedem você de crescer na vida cristã. Mágoas, ressentimentos, lembranças negativas do passado, amor pelas coisas do mundo, preguiça, negligência, falta de comunhão com Deus, pecados não abandonados, etc. – tudo isso nos puxa para baixo, para o lago de fogo e enxofre, no qual Satanás queimará com seus anjos (Mt 25:41). Clame pela ajuda de Deus, e abandone essas coisas. Viver em desarmonia com a lei do Senhor definitivamente não compensa (leia o Salmo 1).

Sintonize-se com a vontade do Senhor. Não é fácil mudar nossos gostos e hábitos. Toda mudança, por mínima que seja, gera incômodo e transtornos, mas o resultado da mudança pode ser surpreendente. Identifique os pontos de sua vida que precisam ser mudados, e ore a Deus a respeito deles. Peça que o Espírito Santo mude você. Faça também sua parte: esforce-se! Peça que Deus faça de você alguém "segundo o [Seu] coração" (At 13:22), e que Ele escreva dentro de você as Suas leis (10:16).

Mãos à Bíblia

5. Leia Mateus 5:17-20. De que maneiras podemos entender a advertência de Jesus em Mateus 5:20? Leia também Rm 10:3.

Os fariseus estavam tão concentrados nas leis de origem humana que transgrediam abertamente a lei de Deus. A justiça deles estava fundamentada em seus próprios esforços e, como tal, era defeituosa. Muito tempo antes, Isaías havia declarado que a justiça humana não passa de "trapo da imundícia" (Is 64:6). O tipo de justiça que Jesus promove começa no coração. No incidente relacionado à tradição de lavar as mãos, Ele apontou o erro dos fariseus citando Isaías 29:13: "Este povo [...] com os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim." A justiça que Deus procura é mais profunda do que a ação visível.

Pense Nisto

• O que significa uma vontade em harmonia com a vontade de Deus?

• O que você pode fazer para que sua vontade esteja em sintonia com os planos do Senhor?

Brandi Vicks | Nova York, Nova York, EUA

Amanhã, a Semana Santa acontecerá nos templos adventistas. Envolva-se no louvor, oração e recepção.


Sexta

18 de abril


A culinária da salvação

Lição - Opinião

Uma das minhas matérias favoritas no ensino médio era economia doméstica. Quem não gostaria de uma aula em que se pode comer o dever de casa? Alguns anos se passaram desde aqueles dias, mas ainda trago comigo esta lição: ter os ingredientes certos é essencial. Não adianta mudar!

Pergunte a qualquer bom cozinheiro e você entenderá que uma receita não se transforma em refeição até que seja executada corretamente, passo a passo. Os fariseus alegavam ser os melhores chefs que existiam – em sentido religioso. Mas, infelizmente, havia dois grandes problemas com eles: 1) Modificaram a receita (a lei), excluindo os ingredientes principais – o amor, a graça e o Messias – , e 2) utilizaram ingredientes inferiores para fazer seu pão. Assim, o "gosto" do produto final deixou muito a desejar. Na verdade, era um tipo diferente de pão – o pão da justiça própria.

Em Mateus 5:20, Jesus destacou a abordagem ineficaz usada pelos fariseus. Segundo ele, qualquer substituição, adição ou mudança da receita original é inaceitável (Rm 10:3, 4). Os fariseus ofereciam a Deus uma oferta mais parecida com a de Caim do que com a de Abel (Gn 4:1-16), uma oferta com base nos próprios méritos.

Os fariseus se recusaram a pedir ajuda ao grande Chef. Cristo deseja suprir de forma plena nossas necessidades e nos ensinar a receita da felicidade (2Co 9:8-10). Só nEle encontramos a verdadeira justiça. Os fariseus conheciam todas as profecias e toda a lei (sabiam muito bem a receita), mas deixaram de fora o mais importante – Jesus. Espiritualmente falando, ao preparar sua "refeição" não deixe de fora o principal: a comunhão com Deus.

Pense Nisto

Por que nós, como os fariseus, frequentemente somos pegos na armadilha da justificação própria? Como podemos escapar dessa armadilha? Explique.

Mãos à obra

Combine com os membros de sua classe da Escola Sabatina para terminar mais cedo a recapitulação da Lição. Aproveitem os minutos restantes para combinar maneiras práticas de alcançar a comunidade com a mensagem lei-­graça-evangelho. Mandem seu projeto para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Randall E. Flash | Takoma Park, Maryland, EUA

Vá a uma igreja adventista e ouça sobre o que Cristo fez para nos salvar.

Lição 3 - Adultos - 2º Trimestre de 2014

Lições Adultos Cristo e Sua lei

Lição 3 - Cristo e a tradição religiosa
12 a 19 de abril

Lição 3 - 2º Trimestre de 2014


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ano Bíblico: 1Rs 5, 6


VERSO PARA MEMORIZAR:
"Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mt 15:8, 9).

Leituras da Semana:
Mt 23:1-7; Mt 15:1-6; Is 29:13; Mt 5:17-20; Rm 10:3

John Wesley, fundador da Igreja Metodista, sugeriu que a teologia de alguém é influenciada por quatro fatores: fé, razão, Escrituras e tradição. No entanto, Ele não quis dizer que todos os quatro aspectos tenham igual autoridade. Ele reconheceu que a Bíblia é fundamental, mas também reconheceu que a fé, a capacidade de raciocinar e a tradição religiosa afetam a maneira pela qual a Bíblia é interpretada. Se Wesley fosse trazido de volta à vida hoje, ficaria chocado ao descobrir que muitos teólogos modernos na tradição Wesleyana (e em outras tradições também) agora dão mais valor à razão, à tradição ou à opinião pessoal do que ao claro ensino das Escrituras.

A lição desta semana estuda as tradições religiosas sobre as quais os escribas e fariseus fundamentavam muitos dos seus ensinamentos. Os rabinos que originalmente escreveram essas tradições respeitavam muito as Escrituras e não tinham intenção de que essas tradições fossem elevadas à condição de Palavra de Deus. No entanto, alguns de seus zelosos discípulos confundiram o método com a mensagem e, com isso, deslocaram o foco da divina revelação escrita para a tradição humana.

Chegou o grande dia! Que Deus abençoe seu envolvimento no evangelismo da amizade!

 

Topo



Domingo

Ano Bíblico: 1Rs 7, 8


A cadeira de Moisés

 

Embora os "escribas e fariseus" pareçam ser dois grupos distintos, que simplesmente foram colocados no mesmo conjunto, os escribas provavelmente fossem um subgrupo dos fariseus (At 23:9). Os fariseus se tornaram um grupo notável durante o tempo do Império Grego. Acredita-se que fossem os remanescentes de uma seita judaica piedosa, conhecida como Hasidim (Os Piedosos), que ajudaram a combater na revolta dos Macabeus contra a Grécia.
O título fariseu é derivado do hebraico paras, que significa "separar". Numa época em que muitos judeus haviam se tornado muito influenciados pelas culturas pagãs, os fariseus entenderam que seu dever era garantir que a lei fosse ensinada a todos os homens judeus. Para realizar essa tarefa, eles estabeleceram a função do rabino, que significa literalmente "meu grande" ou "meu professor".
Ao dizer que "na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus", Jesus reconheceu a posição deles como mestres do povo (Mt 23:2, 3). Afinal, pelo menos eles tinham assumido a responsabilidade de assegurar que o povo fosse instruído no caminho da lei.
1. Leia Mateus 23:1-7. Qual foi um dos maiores problemas de Jesus com os escribas e fariseus?
A maioria das referências aos escribas e fariseus nos evangelhos é negativa. Considerando a cumplicidade que muitos deles tiveram na morte de Jesus e na perseguição aos Seus seguidores, esse negativismo foi bem merecido. Membros desses grupos pareciam estar à espreita nas esquinas e se escondendo atrás das árvores, esperando que as pessoas cometessem erros, para que eles pudessem aplicar a lei contra elas. Essa imagem do fariseu é tão frequente nas Escrituras que essa palavra geralmente é usada como sinônimo de legalista. Ao considerar atentamente esse texto, descobrimos que o grande problema de Jesus com os fariseus não era seu desejo de que os outros guardassem a lei de Moisés, mas o fato de que eles não a estavam guardando. Eles eram hipócritas, pois diziam uma coisa, mas faziam outra, e até mesmo quando faziam as coisas certas, faziam isso pelas razões erradas.
Leia novamente o que Jesus disse sobre os escribas e fariseus. Será que temos as mesmas atitudes dos fariseus? O que precisamos mudar?
Começa hoje o Evangelismo de Semana Santa: "Nos Passos do Mestre". Participe no seu pequeno grupo!

 

Topo


Segunda

Ano Bíblico: 1Rs 9, 10


Mandamentos humanos

 

Embora os escribas e fariseus se assentassem "na cadeira de Moisés", sua fonte de autoridade para a instrução religiosa extrapolava o Antigo Testamento. A lei que os fariseus utilizavam consistia em interpretações bíblicas dos principais rabinos. Essas interpretações não tinham a intenção de substituir as Escrituras, mas de complementá-las. No início, elas circulavam por via oral. Posteriormente, os escribas começaram a reuni-las em livros.
A primeira publicação oficial da lei rabínica não apareceu até o fim do segundo século d.C., quando o rabino Yehuda Ha-Nasi (Judá, o Príncipe) publicou a Mishná. As leis registradas na Mishná refletem cerca de quatro séculos de interpretação rabínica. Entre os rabinos que contribuíram estão muitos que viveram na época de Jesus, sendo os mais notáveis Hillel e Shammai. Houve também Gamaliel, neto de Hillel e também professor de Paulo.
2. Leia Mateus 15:1-6. Qual foi a controvérsia nesse episódio? Qual erro Jesus procurou corrigir?
Na lição um, aprendemos que as leis rabínicas eram chamadas halakah, cujo significado é "caminhar". Os rabinos consideravam que, se uma pessoa andasse nos caminhos das leis menores, acabariam cumprindo as leis mais importantes. No entanto, em algum lugar ao longo do caminho, as leis menores começaram a assumir maior status, e depois de um tempo ficou difícil distinguir o que era tradicional do que era bíblico.
Não parece que Jesus tivesse problema com a existência das regras dos fariseus. Para Jesus, o problema era a elevação dessas regras à condição de "doutrina". Nenhum ser humano tem o poder de criar restrições religiosas e elevá-las ao nível de mandamento divino. Mas isso não quer dizer que os cristãos estejam proibidos de criar regulamentos que ajudem a governar o comportamento da comunidade. A instrução prática poderia ajudar muito as pessoas na observância da lei. No entanto, jamais se deve permitir que a instrução assuma o lugar da própria lei.
Quais regras, tradições e costumes da nossa igreja nos ajudam a viver com mais fidelidade e obediência à lei? Anote-os e comente com a classe. Qual é o papel dessas regras na sua comunidade de fé?
Tema de hoje: Você já deu um passo de humilhação? Participe no Pequeno Grupo.

 

Topo


Terça

Ano Bíblico: 1Rs 11, 12


Tradições dos anciãos

 

Como vimos, alguns dos rabinos prestavam tanta atenção às regras e tradições criadas para auxiliar na observância da lei de Moisés que não conseguiam distinguir as diferenças entre elas. Depois de algum tempo, as palavras dos rabinos ganharam status canônico. As pessoas pensavam que elas eram tão obrigatórias quanto as Escrituras. Com toda a probabilidade, quando os rabinos originalmente escreveram seus comentários, não tinham a intenção de adicioná-los às páginas das Escrituras. No entanto, seus dedicados discípulos provavelmente considerassem ser seu dever compartilhar essas interpretações únicas com a população em geral.
3. Leia novamente Mateus 15:1, 2. Em qual texto dos primeiros cinco livros de Moisés essa tradição estava fundamentada? Que lição podemos aprender com isso? Leia também Mc 7:3, 4; Mt 15:11
Somos levados a procurar um texto bíblico que ordene: "Tu deves lavar as mãos antes de comer". No entanto, essa ordem não teria surpreendido os escribas e fariseus quando eles confrontaram Jesus, porque eles deixaram claro que os discípulos não estavam transgredindo a lei mosaica, mas a "tradição dos anciãos". A intensidade com que eles fizeram a pergunta faz parecer que, para os fariseus, essa era uma grave transgressão religiosa.
Os profissionais de saúde e os pais provavelmente gostariam de dar uma justificativa higiênica ou psicológica para a aparente compulsão obsessiva dos fariseus com o ato de lavar as mãos. No entanto, estudiosos acreditam que a questão fosse realmente a impureza cerimonial. Aparentemente, a preocupação dos fariseus era que, enquanto as pessoas realizavam suas tarefas diárias, tocariam em coisas que haviam sido contaminadas. Consequentemente, se comessem sem lavar as mãos, seriam contaminadas cerimonialmente ao tocar no alimento.
Visto que eles acusaram os discípulos de Jesus, podemos concluir que o próprio Jesus não transgrediu essa bem conhecida tradição (Mc 7:3). No entanto, Ele sabia muito bem que a maior preocupação dos fariseus estava nas coisas secundárias.
Leia Isaías 29:13. Que princípios bíblicos importantes são revelados nessa passagem? Por que é tão importante nos lembrarmos deles?
Ore por decisões durante a Semana Santa. Participe hoje da reunião no seu Pequeno Grupo.

 

Topo


Quarta

Ano Bíblico: 1Rs 13, 14


Preceitos dos homens

 

"Não cessou ainda a substituição dos preceitos de Deus pelos dos homens. Mesmo entre os cristãos acham-se instituições e costumes que não têm melhor fundamento que as tradições dos pais. Essas instituições, fundamentadas em autoridade meramente humana, têm suplantado as de indicação divina. Os homens se apegam às suas tradições e reverenciam seus costumes, nutrindo ódio contra os que lhes procuram mostrar que estão em erro. [...] Em lugar da autoridade dos chamados pais da Igreja, Deus pede que aceitemos a Palavra do Pai eterno, o Senhor do Céu e da Terra" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 398).
4. Leia Mateus 15:3-6. Levando em conta o contexto de Êxodo 20:12, Deuteronômio 5:16, Mateus 19:19 e Efésios 6:2, quais foram as duas graves acusações feitas por Jesus contra os fariseus?
Quando os fariseus confrontaram Jesus a respeito do incidente relacionado à questão de lavar as mãos, esperavam que Ele respondesse diretamente à sua acusação. No entanto, em Seu estilo único, Jesus os confrontou com uma pergunta que era o verdadeiro cerne da questão. Jesus queria que eles soubessem que o problema não era lavar as mãos nem a entrega do dízimo, mas a elevação dos padrões humanos acima dos padrões divinos. Os fariseus podiam apresentar uma explicação lógica para sua posição sobre o ato de lavar as mãos. Provavelmente, eles também argumentassem que sua canalização de recursos para a causa de Deus, e não para seus pais, era uma expressão de seu incomparável amor a Deus.
Embora os fariseus possam ter tido motivos lógicos para suas ações, Deus não espera que os seres humanos O amem de acordo com a própria vontade humana. Era bom que eles estivessem preocupados com disciplina e vida santa, mas essa preocupação jamais deveria obscurecer a vontade de Deus. Os fariseus deveriam ter lembrado que as 613 leis registradas na lei de Moisés eram harmoniosas e não contraditórias. Nenhuma das leis tinha por objetivo suplantar as outras. No entanto, a insistência deles em seguir a "tradição dos anciãos" invalidava a Palavra de Deus (Mt 15:6), pelo menos no que dizia respeito aos próprios fariseus. Vendo a si mesmos como os protetores da lei, devem ter ficado chocados, e até escandalizados, pela alegação de que estavam transgredindo e invalidando a lei, mediante as próprias tradições que eles achavam que ajudavam as pessoas a observar fielmente a lei!
Convide um amigo para ir ao seu Pequeno Grupo orar e estudar a Bíblia.

 

Topo


Quinta

Ano Bíblico: 1Rs 15, 16


Justiça excessiva (Mt 5:20)

 

5. Leia Mateus 5:17-20. De que maneiras podemos entender a advertência de Jesus em Mateus 5:20? Leia também Rm 10:3.
Se lido isoladamente, Mateus 5:20 poderia ser visto como um convite para exceder o farisaísmo dos fariseus, isto é, fazer o que eles faziam, de modo mais intenso.
Mas era isso que Jesus estava dizendo? Felizmente, a resposta a essa pergunta está ao nosso alcance. A lição de ontem mostrou que era comum os escribas e fariseus elevarem as regras da tradição acima da lei de Deus. Jesus precisou dizer-lhes que as suas ações na realidade invalidavam a clara Palavra de Deus. A lição de segunda-feira também mencionou que, embora os escribas e fariseus provavelmente tivessem bom conteúdo em seu ensino, muitos deles viviam de maneira hipócrita.
Nesse cenário, não é difícil perceber o verdadeiro sentimento por trás da declaração de Jesus. Ele poderia muito bem estar se referindo àquilo sobre o que havia advertido em outra ocasião: "Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus" (Mt 5:19). Os fariseus estavam tão concentrados nas leis de origem humana que transgrediam abertamente a lei de Deus. A justiça deles estava fundamentada em seus próprios esforços e, como tal, era defeituosa. Muito tempo antes, Isaías havia declarado que a justiça humana não passa de "trapo da imundícia" (Is 64:6).
O tipo de justiça que Jesus promove começa no coração. No incidente relacionado à tradição de lavar as mãos, Ele apontou o erro dos fariseus citando Isaías 29:13: "Este povo [...] com os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim". A justiça que Deus procura é mais profunda do que a ação visível.
Jesus pede uma justiça que exceda aquela que os fariseus julgavam possuir. A justiça que conta não é obtida mediante a execução de cada item de uma lista de tarefas. Podemos alcançá-la somente quando exercemos fé em Jesus Cristo e suplicamos Sua justiça sobre nós. É uma justiça que provém de uma entrega total de si mesmo e da intensa percepção de que precisamos de Jesus como nosso Substituto e Exemplo.
Leia Romanos 10:3. Como esse texto nos ajuda a ver o que significa a verdadeira justiça?
Amanhã, a Semana Santa acontecerá nos templos adventistas. Envolva-se no louvor, oração e recepção.

 

Topo


Sexta

Ano Bíblico: 1Rs 17–19


Estudo adicional

 

Para mais informações sobre o tema desta semana, leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 395-398: "Tradição"; p. 610-620: "Ais Sobre os Fariseus"; leia também Mateus 23.
"Que todos os que aceitam a autoridade humana, os costumes da igreja ou as tradições dos Pais, atendam à advertência comunicada nas palavras de Cristo: "Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens" (Mt 15:9, RC; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 398).
Perguntas para reflexão
1. Quais são as tradições seguidas pelos adventistas do sétimo dia? Por que é importante reconhecê-las como tais? Por que são tradições importantes, e qual é o papel delas em nossa comunidade? Quais delas têm significado universal, e quais se baseiam em fatores locais e culturais?
2. "Permitiram os crentes, não raro, que o inimigo por meio deles opera se no próprio tempo em que deveriam ter sido completamente consagrados a Deus e ao avanço de Sua obra. Inconscientemente se têm extraviado para longe do caminho da justiça. Acalentando espírito de crítica e censura, de piedade e orgulho farisaicos, entristeceram o Espírito de Deus e retardaram grandemente a obra dos mensageiros divinos" (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 125). Como alguém pode "inconscientemente" se extraviar para longe do caminho da justiça? Que passos uma pessoa pode dar para evitar a atitude de justiça própria e hipocrisia?
3. Pense na ordem do culto de adoração em sua igreja. Por que ela adota essa ordem específica? Qual é o significado de cada item na liturgia (por exemplo, invocação, doxologia, oração pastoral, etc.)? Que aspectos do culto da igreja revelam quanto a tradição está entrelaçada à nossa fé? Pelo simples fato de ser tradição, significa que algo é ruim?
Respostas sugestivas: 1. Os fariseus eram hipócritas porque ensinavam e exigiam dos outros o que eles não faziam. Suas obras eram feitas pelos motivos errados: queriam ser vistos pelas pessoas. 2. Os discípulos não praticavam o ritual de lavar as mãos várias vezes antes de comer pão, uma tradição dos anciãos. Jesus mostrou que os fariseus estavam colocando suas tradições acima da lei dos Dez Mandamentos. 3. Essa tradição não estava fundamentada em nenhum dos livros do Pentateuco, mas pode ter sido inspirada em alguma das cerimônias de purificação ligadas ao santuário e ao povo no deserto. Mas era apenas uma tradição praticada de modo exagerado, além da necessidade de higiene. Embora devamos cuidar da limpeza física, ela não garante a pureza do coração. Da mesma forma, uma eventual imperfeição no aspecto da limpeza física não impede a purificação espiritual produzida pela presença de Deus. 4. Os judeus deixavam de ajudar os próprios pais sob o pretexto de dedicar seus recursos a Deus, seguindo uma tradição. Essa atitude egoísta transgredia o mandamento que ordena honrar pai e mãe, mais importante que as tradições dos anciãos. Os dois erros dos fariseus: cumprir fielmente as tradições humanas e transgredir os mandamentos de Deus. 5. Jesus indicou que a justiça dos fariseus era condenada, porque eles não eram verdadeiros. Não aceitavam a justiça mediante a graça de Deus, mas tentavam estabelecer Sua justiça. A obediência deles não era sincera. Eles colocavam as tradições acima da lei de Deus. Por isso, a obediência sincera e humilde do seguidor de Jesus excederia a falsa justiça dos fariseus.
Vá a uma igreja adventista e ouça sobre o que Cristo fez para nos salvar.

 

Topo

Lição 2 - Adultos - 2º Trimestre de 2014

Lições Adultos Cristo e Sua lei

Lição 2 - Cristo e a lei de Moisés
5 a 12 de abril

Lição 2 - 2º Trimestre de 2014


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ano Bíblico: 2Sm 13, 14


VERSO PARA MEMORIZAR:
"Se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito" (Jo 5:46).

Leituras da Semana:
Lc 2:21-24; Êx 13:2, 12; Lc 2:41-52; Mt 17:24-27; Jo 8:1-11; Dt 22:23, 24

Muitos cristãos conheceram histórias sobre a relação supostamente negativa de Jesus para com a religião judaica, um equívoco lamentável que só ajudou a alimentar o antissemitismo (aversão aos judeus) ao longo dos séculos. Jesus falou contra os abusos da religião, isso é verdade, mas não contra a própria religião. Afinal, Ele foi o fundador dela.

De fato, os relatos dos evangelhos sobre Sua vida e ministério mostram que Jesus era um judeu fiel, totalmente imerso na cultura judaica, desde o momento de Seu nascimento até a última semana de Sua vida na Terra.

Como todo judeu fiel no primeiro século, Jesus estava sujeito à lei mosaica. Criado em um lar de pais judeus fiéis, Ele apreciava plenamente Sua rica herança terrena, enraizada na providência divina. Ele sabia que Deus havia inspirado Moisés a escrever essas leis, com o objetivo de criar uma sociedade que refletisse Sua vontade e servisse como farol para as nações. Ele cumpriu fielmente a letra da lei. Na circuncisão, na Sua visita ao templo para as festas e na Sua atitude sobre os impostos, Jesus permaneceu fiel a um sistema que seria cumprido por Sua morte na cruz e ministério celestial. Mesmo sabendo como tudo seria cumprido, Ele foi fiel.

Nesta semana, examinaremos mais algumas leis que o próprio Jesus cumpriu.

 

Topo



Domingo

Ano Bíblico: 2Sm 15–17


Circuncisão e dedicação (Lc 2:21-24)

 

Deus estabeleceu Sua aliança com Abraão, dizendo que ele seria o pai de muitas nações (Gn 17:4). Quando Deus fez essa aliança, Abraão estava com 99 anos de idade, tendo gerado Ismael poucos anos antes, e ainda não tinha visto o nascimento de seu filho prometido, Isaque. No entanto, ele foi instruído a circuncidar-se, assim como todos os homens de sua casa, e foi orientado a garantir que cada filho nascido em sua casa, a partir daquele dia, fosse circuncidado ao oitavo dia (Gn 17:9-12). Esse sinal era tão importante que a circuncisão ocorria mesmo que o oitavo dia caísse em um sábado (Lv 12:3; Jo 7:22).
Essa verdade nos dá uma compreensão melhor dos primeiros dias da vida de Jesus. Os evangelhos mostram que José e Maria foram escolhidos para ser os pais terrenos de Jesus, pelo menos em parte, por causa da sua piedade. José é descrito como um "homem justo" (Mt 1:19, NVI), e o anjo disse a Maria: "Achaste graça diante de Deus" (Lc 1:30). Quando Jesus tinha oito dias de vida, Seus pais realizaram a cerimônia da circuncisão e Lhe deram o nome, da mesma forma que havia ocorrido com um número incontável de meninos hebreus em tempos passados.
Imagine, o imaculado Filho de Deus, agora em forma humana, passando pelo mesmo ritual que Ele havia instituído muitos séculos antes!
1. Leia Lucas 2:21-24 à luz de Êxodo 13:2, 12 e Levítico 12:1-8. O que esses textos nos dizem sobre José e Maria? O que podemos aprender com o exemplo deles?
A Bíblia é clara ao dizer que Maria era virgem quando foi escolhida para ser a mãe de Jesus (Lc 1:27). Então, Jesus foi o primeiro filho que "abriu seu ventre". De acordo com Êxodo 13, todo primogênito entre os filhos de Israel (de animal ou humano) devia ser dedicado ao Senhor. A lei também determinava em Levítico 12:2-5 que, após o nascimento de um menino, a mulher ficava impura por 40 dias (80 dias se fosse menina). No fim desse período, ela devia se apresentar ao sacerdote e oferecer um sacrifício. Como judeus piedosos, Maria e José cumpriram meticulosamente as obrigações da lei mosaica e garantiram que o Filho de Deus levasse as marcas da aliança.

 

Topo


Segunda

Ano Bíblico: 2Sm 18, 19


Festas judaicas (Jo 5:1)

 

"Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém" (Jo 5:1).
O primeiro grande período festivo no ano civil judaico eram os sete dias dos pães asmos, que começavam com a Páscoa. O festival comemorava a libertação dos israelitas da escravidão do Egito, quando o anjo da morte passou por cima (a palavra Páscoa significa passar por cima) das casas dos que colocaram o sangue nas ombreiras das portas.
2. Quantas vezes Jesus celebrou a Páscoa? Lc 2:41-43; Jo 2:13-23; Mt 26:17-20
Cinquenta dias após a Páscoa ocorria a festa de Shavuot, muitas vezes referida pelo seu nome grego, Pentecostes. Embora as Escrituras não apresentem uma razão para o Pentecostes, os rabinos acreditavam que o festival comemorava a entrega da lei a Moisés. Não há registro nos evangelhos de que Jesus tivesse celebrado o Pentecostes. No entanto, antes de Sua ascensão Ele aconselhou Seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo batismo do Espírito Santo (At 1:4, 5). Esse evento realmente ocorreu no Dia de Pentecostes (At 2:1-4).
O último período de festas do ano civil judaico era a Festa dos Tabernáculos (Festa das Cabanas) e o Dia da Expiação (Yom Kippur). O Dia da Expiação representa o dia em que o pecado era purificado do acampamento e o povo estava em harmonia com Deus. A Festa das Cabanas comemorava o tempo em que Israel teve que viver em tendas no deserto.
Além das festas das leis de Moisés, os judeus têm outros dois festivais que comemoram a intervenção histórica de Deus. O primeiro é Purim, que marca o livramento do povo judeu do genocídio, quando Ester apelou ao rei persa. O segundo é Hanukah, também conhecido como a Festa da Dedicação (Jo 10:22), que celebrava a vitória dos macabeus sobre os gregos em 164 a.C.
As festas bíblicas foram eliminadas há muito tempo, pelo menos para os cristãos. Todas elas encontraram seu cumprimento em Cristo. No entanto, podemos aprender muito ao estudá-las e considerar as mensagens que elas contêm, porque todas elas ensinam lições sobre a divina graça salvadora e Seu poder para libertar.
Embora não mais realizemos as festas bíblicas, o que podemos fazer para manter diante de nós a realidade de Deus, o que Ele fez por nós e o que Ele nos pede?

 

Topo


Terça

Ano Bíblico: 2Sm 20, 21


Jesus no templo

 

O Novo Testamento não nos diz muito sobre a infância de Jesus. Um relato, porém, que traz grande discernimento é o de Lucas 2:41-52, a história da visita de Jesus e Seus pais a Jerusalém durante a festa da Páscoa.
3. Com base em Lucas 2:41-52, responda às seguintes perguntas:
a. Como essa história ilustra o caráter judaico dos evangelhos e a centralidade da religião em tudo o que acontecia?
b. Qual é a importância do fato de que essa história aconteceu durante a Páscoa?
c. Por quantos dias os pais de Jesus não conseguiram encontrá-Lo? Que lembrança isso traz a você?
d. Embora Jesus fosse uma criança obediente, Sua resposta aos pais parece ter sido quase uma repreensão. Que ponto importante essa resposta contém? O que isso nos diz sobre o que deve ter prioridade em nossa vida?
Leia Lucas 2:51. O que significa a submissão de Jesus? Como esse verso nos dá ainda mais compreensão sobre a condescendência de Deus para nossa salvação? O que isso nos ensina sobre a necessidade de submissão na hora e no lugar certos?

 

Topo


Quarta

Ano Bíblico: 2Sm 22–24


Impostos (Mt 17:24-27)

 

Como foi mencionado na lição da semana passada, a lei de Moisés tinha componentes civis e cerimoniais. O aspecto cerimonial significa que o templo estava no centro da vida religiosa judaica. De fato, no primeiro século, provavelmente o templo fosse a única estrutura remanescente que dava aos judeus algum senso de identidade nacional.
O templo que estava em Jerusalém passou por reformas durante o ministério de Jesus. Herodes, o Grande, tinha iniciado o grandioso projeto em cerca de 20 a.C., e a obra não seria totalmente concluída até 66 d.C. Reconhecendo a seriedade com a qual muitos judeus lidavam com a fé, os romanos permitiram que eles coletassem os próprios impostos, a fim de cobrir os custos envolvidos com a manutenção do templo. Todo judeu do sexo masculino com mais de vinte anos devia pagar o imposto de meio siclo (um siclo equivalia a cerca de 12 gramas), independentemente de sua condição econômica (Êx 30:13; 38:26).
4. Leia Mateus 17:24-27. O que Jesus quis dizer quando declarou: "[...] para que não os escandalizemos"? Qual princípio contido nessas palavras devemos aplicar em nossa vida?
Parece que os coletores de impostos do templo viajavam por todas as províncias para assegurar que todo homem cumprisse sua obrigação legal. A resposta inicial de Pedro aos cobradores de impostos dá a impressão de que Jesus pagava regularmente Seus impostos (Mt 17:24, 25). No entanto, como Filho de Deus, Jesus parece questionar a cobrança do imposto para a manutenção da casa de Seu Pai. Ele não deveria ser isento?
"Se Jesus houvesse pago o tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da reivindicação [de que Ele devia pagar], tendo assim negado Sua divindade. Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o direito sobre o qual ela estava fundamentada. Provendo o necessário para pagamento do tributo, Ele deu o testemunho de Seu caráter divino. Foi demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob tributo, como um simples súdito do reino" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 434).
No entanto, Jesus escolheu sujeitar-Se às autoridades e ordenou que Pedro tirasse a moeda para o imposto da boca do primeiro peixe que ele pegasse. O siclo na boca do peixe foi suficiente para pagar o imposto de Jesus e Pedro.
Jesus pagou o imposto do templo, mesmo sabendo que aquela magnífica estrutura em breve seria destruída (Mt 24:1, 2). O que isso deve nos dizer sobre nossa obrigação de ser fiel nos dízimos e ofertas, independentemente dos problemas que cremos que existam?

 

Topo


Quinta

Ano Bíblico: 1Rs 1, 2


Aplicação da lei (Mt 5:17-20)

 

Como vimos, Jesus foi um cidadão fiel que cumpriu Suas responsabilidades como judeu, mesmo quando Sua vida estava em perigo (leia, por exemplo, João 7:1, 25, 26; 10:31). Na verdade, Jesus deixou claro que não era Seu propósito abolir "a Lei ou os Profetas" (Mt 5:17-20).
5. Como, então, devemos entender João 8:1-11 e Mateus 19:1-9, à luz de Deuteronômio 22:23, 24 e 24:1-4?
Alguns dos fariseus estavam sempre tentando expor Jesus como um transgressor da lei (leia, por exemplo, João 8:6). Quando apresentaram a Ele a mulher apanhada no ato de adultério, colocaram a seguinte questão: "Na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; Tu, pois, que dizes?" (Jo 8:5). Curiosamente, Jesus não respondeu diretamente à pergunta. Na verdade, Ele confirmou a lei de Moisés com Sua resposta: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra" (Jo 8:7). Ele não disse que ela não deveria ser apedrejada, mas simplesmente obrigou esses homens a pensar em suas próprias transgressões da lei. Mesmo a liberação da mulher estava em harmonia com a lei de Moisés, porque ninguém ficou para apontar um dedo acusador, e pelo menos duas testemunhas eram necessárias para administrar a justiça (Dt 17:6).
No incidente sobre divórcio e novo casamento, Jesus parece contradizer a lei de Moisés com Sua insistência em afirmar que originalmente não havia fundamento para o divórcio (Mt 19:4-6). Quando os fariseus mencionaram o mandamento de Moisés em Deuteronômio 24:1-4, Jesus colocou tudo na devida perspectiva. Em nenhuma parte Moisés ordenou o divórcio. No entanto, por causa da obstinação do povo, Moisés estabeleceu uma "tolerância" para o divórcio (Mt 19:8). Assim, vemos que, mesmo quando Jesus avaliou uma lei de Moisés, Ele não a desprezou. Jesus era um judeu fiel em todos os sentidos, obedecendo às leis de Moisés.
Como podemos equilibrar justiça e graça para os que caem em pecado? Se é inevitável errar, seria melhor errar ao lado da justiça ou da misericórdia? Por quê?

 

Topo


Sexta

Ano Bíblico: 1Rs 3, 4


Estudo adicional

 

Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 447-454: "Na Festa dos Tabernáculos"; p. 455-462: "Por Entre Laços".
"Três vezes por ano era exigido dos judeus que se reunissem em Jerusalém para fins religiosos. Envolto na coluna de nuvem, o invisível Guia de Israel havia dado instruções quanto a essas reuniões. Durante o cativeiro dos judeus, elas não puderam ser observadas; […] Era desígnio de Deus que esses aniversários O trouxessem à mente do povo" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 447).
"Era natural que os pais de Jesus O considerassem seu filho, pois Ele estava diariamente com eles. Em muitos aspectos, Sua vida era como a das outras crianças. Era difícil para os pais compreender que Ele era o Filho de Deus. Estavam em risco de deixar de reconhecer a bênção concedida a eles pela presença do Redentor do mundo. A aflição de sua separação dEle, e a branda reprovação contida em Suas palavras, tinham o objetivo de impressioná-los quanto à santidade do que lhes fora confiado" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 81).
Perguntas para reflexão
1. Embora Jesus tivesse estabelecido essas leis, quando Ele assumiu a humanidade, submeteu-Se a elas. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?
2. Tente se colocar no lugar de José e Maria. É de admirar que eles não entendessem plenamente todos os aspectos que envolviam Jesus? Não há muitas coisas sobre Jesus que nós também não entendemos? Como podemos aprender a confiar e a obedecer, apesar das muitas coisas que não entendemos?
3. O que você diria para um cristão que declarasse que devemos cumprir as festas bíblicas? Uma sugestão é perguntar: "Como você pretende cumpri-las, uma vez que as festas estavam centralizadas no templo, que foi destruído há muito tempo, e no derramamento de sangue, que foi interrompido?"
Respostas sugestivas: 1. Eles obedeceram a lei de Moisés: Levaram Jesus para ser circuncidado, realizaram a cerimônia da purificação, dedicaram o primogênito ao Senhor e fizeram o sacrifício para Seu resgate. Devemos ser submissos às orientações da Palavra de Deus para nossa vida. 2. Todos os anos Jesus celebrava a Páscoa. 3. a. A história de Jesus está totalmente ligada ao santuário judaico, às tradições judaicas e aos ensinamentos do judaísmo. Toda a vida dEle estava centralizada nessa religião. b. Foi durante a Páscoa que Jesus Se demorou no templo, a casa de Seu Pai, para conversar com os doutores sobre o negócio de Seu Pai. O negócio de Seu Pai era a salvação em Cristo, a "nossa Páscoa". c. Durante três dias eles não encontraram Jesus. Muitas vezes nos separamos de Jesus e nos esquecemos dEle, até que percebemos que a Sua ausência é o maior problema da nossa vida. d. Jesus foi firme. Ele demonstrou que Sua missão como Cordeiro de Deus era mais importante do que laços familiares. 4. Como Filho de Deus, Jesus deveria ser isento do pagamento do imposto do templo, mas, para evitar escândalo e polêmica, Ele decidiu pagar. Devemos pagar os impostos, mesmo que sejam injustos, para que as portas não sejam fechadas ao nosso testemunho. 5. Em João 8, Jesus não anulou a lei que condenava o adultério, mas demonstrou que os acusadores não tinham autoridade para acusar a mulher. A lei exigia duas testemunhas para confirmar a acusação. Quando todos saíram, Ele perdoou a mulher, com base no sacrifício que faria na cruz. Em Mateus 19, Jesus mostrou que a concessão da carta de divórcio foi tolerada por causa da dureza do coração humano, mas nunca havia sido o plano de Deus.

 

Topo