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ADRA inaugura projeto para egressos do sistema socioeducativo

Em parceria com o Ministério Público do Trabalho, projeto da ADRA oferece cursos profissionalizantes e pretende atender 600 jovens até o fim do ano
Projeto Reescrevendo Nossa História

Autoridades municipais, estaduais e federais participaram da inauguração do projeto Reescrevendo Nossa História Foto: Anne Seixas

Belém, PA … [ASN] Foi inaugurado nesta segunda, 27, o projeto Reescrevendo Nossa História. A ação é uma parceria entre a Agência Adventista Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará. O espaço atenderá jovens e adolescentes egressos do sistema socioeducativo. A estrutura foi cedida pelo empresário Silas da Conceição, ex-detento que, ao mudar de vida, teve interesse em fazer algo por meninos que, a exemplo dele na sua juventude, um dia se envolveram com a criminalidade. O objetivo do projeto é reinserir esses jovens de forma saudável à sociedade, evitando a reincidência em atos infracionais.

Segundo Adriano Aureliano, diretor da ADRA Pará, serão oferecidos cursos de corte e costura, cabeleireiro, manicure, serviços elétricos, prática de esportes e atendimento psicológico e social. “Aqui será uma oportunidade de profissionalização para que eles possam ingressar no mercado de trabalho, então é uma grande oportunidade de eles poderem reescrever a sua história”, explica Aureliano. O projeto, por sinal, consta da página oficial em português das Organizações das Nações Unida (ONU).

Projeto Reescrevendo Nossa História

Comunidade esteve presente na abertura do projeto, que pretende atender 600 jovens até o fim do ano Foto: Anne Seixas

O objetivo é que, até o fim de 2017, 600 meninos e meninas sejam atendidos no local, que conta com salas climatizadas e preparadas para recebê-los. Os recursos para manter o projeto vêm da verba que o MPT arrecada com o descumprimento de acordos feitos para reduzir as irregularidades, além do apoio da Federação dos Empresários Adventistas do Pará. Sandoval Silva é procurador do Ministério Público do Trabalho no Pará e explica a origem da iniciativa: “Surgiu de uma concepção de ideia de uma sociedade que tem que ser responsável por todos os seus atos. Foi germinado no Ministério Público do Trabalho com base em uma tese de doutorado que eu fiz onde tem a premissa do diálogo institucional e o diálogo com a sociedade.” A partir daí, a busca por parceiros levou até o contato com a ADRA, com a Vara da Infância e Juventude, Fupapa (Fundação João Paulo XXIII), Fasepa (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará) e outros órgãos para colocar a ideia em prática.

Durante essa semana, será feito o cadastramento e a partir da próxima segunda-feira, dia 3, as aulas serão iniciadas de fato. [Equipe ASN, Anne Seixas]

Fonte: Notícias Adventista

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