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Curso Bíblico | a Verdade sobre a morte - Texto

ESTUDO BÍBLICO
TEMA: A VERDADE SOBRE A MORTE

 

Introdução

"A vida é como uma sala de espectáculos; entra-se, vê-se e sai-se." (Pitágoras)
"O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: encontramo-nos todos na mesma situação." (Leon Tolstoi)

A morte é o destino indesejável e inevitável ao qual todo homem encontra-se preso.

Embora certa, a morte é um assunto sempre envolto em mistérios e todo tipo de teorias. Na ânsia de encontrar uma fuga, uma segunda chance ou transição, a humanidade busca filosofias e teologias que respondam as perguntas:

- O que acontece quando morremos?
- Existe vida após a morte?

A boa notícia é que a Bíblia possui as respostas para estas perguntas! As estudaremos a seguir.
 

Como foi formada a vida humana? Quais seus elementos?

[leia Gênesis 2:7]

(A palavra traduzida por fôlego ou espírito, no texto hebraico é ruach e no grego é pneuma.
Esses termos podem significar “vento”, “sopro”, “fôlego”, “temperamento”, “coragem” ou “respiração”.
No que se refere ao homem, jamais na Bíblia as palavras pneuma e ruach denotam uma entidade inteligente, com existência fora de um corpo físico.)
 

O que ocorre com o "ser vivente" quando morre?

[leia Gênesis 3:19 e Eclesiastes 12:7]
 

A imortalidade da alma

Em 1 Timóteo 6:15-16 a Bíblia deixa claro que apenas Deus é imortal!

Em Hebreus 9:27 está escrito que o homem está destinado a morrer uma única vez, e não num ciclo sucessivo de vida e morte, como alegado pelo conceito de reencarnação.

Alguns interpretam erroneamente Lucas 23:42-43, utilizando-o como argumento para afirmar que o céu é destino imediato das pessoas após a morte. Afirmam que, assim como Jesus e o ladrão na cruz foram para o céu naquele mesmo dia, todos iremos.

A confusão ocorre porque no grego (o texto original) não existe vírgula ou pontuação. Portanto cabe ao tradutor escolher em que local da frase colocar a vírgula, correndo o risco de alterar o sentido da frase. Algumas traduções utilizam a palavra "que" ao invés da vírgula, mas correm o mesmo risco. Veja o resultado abaixo:

Frase original: Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso
Frase incorreta: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso
Frase correta: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso

Repare como o local da vírgula muda o sentido da frase!

Além da correta análise gramática do texto, há outros argumentos que garantem a morte como fim da existência da alma (ser vivente).

O primeiro deles, e o mais óbvio, é que o texto Bíblico é coerente consigo mesmo!
Seria incoerência Bíblica apresentar o conceito de mortalidade da alma neste único texto, enquanto dezenas de outros (já estudamos alguns deles) apresentam o contrário. O estudo da Bíblia sempre deve ser amplo, de modo que nunca sejam usados trechos isolados para basear uma verdade.

Outro argumento é que Jesus não foi ao Céu naquele dia!
Em João 19:30-31 está o relato de que Jesus morreu na sexta-feira, e em João 20:1,11,14 que Ele ressucitou no domingo (terceiro dia). Quando Maria encontrou Jesus vivo, ouviu dEle que ainda não havia subido ao céu, conforme está escrito em João 20:17. Portanto, durante a morte, Jesus não empreendeu nenhuma atividade e também não havia subido ao céu.

É conclusivo que a teoria da imortalidade da alma não possui fundamento Bíblico e que a morte é, sem dúvidas, o fim da linha. Contudo, Deus proveu uma solução para a morte que será aplicada num futuro determinado, como estudaremos logo mais.
 

Na Bíblia, a morte é comparada a que?

[leia João 11:11-14 e Lucas 8:49-55]
 

A consciência permanece após a morte? Pode ela assistir ou interagir com o mundo?

[leia Eclesiastes 9:5-6, Salmos 6:5 e Jó 7:9-10]
 

Se os mortos nada sabem, o que dizer daqueles que consultam espíritos de pessoas falecidas?

[leia Deuteronômio 18:10-12, Levítico 19:31 e 1 Timóteo 4:1]
 

Qual é o plano divino para resolver o problema da morte?

[leia 1 Tessalonicenses 4:13-16, João 5:28-29, João 11:25-26, Apocalipse 1:17-18 e Apocalipse 21:4-5]
 

A palavra inferno

A palavra inferno vem do latim INFERII e significa "lugar inferior". A idéia de inferno como um lugar de fogo para onde vão almas incorpóreas condenadas, não se encontra nas Escrituras. Aliás, a palavra inferno não faz parte do texto original da Bíblia. A palavra foi utilizada nas traduções para o português, substituindo outras palavras com significado diferente do conceito religioso popular de inferno (veja abaixo). Isso ocorreu devido à crença grega/romana que o tradutor nutria previamente, que o influenciou a empregar a palavra inferno nas traduções de sua autoria.

GEENA (hebraico)

Significa vale dos filhos de Hinom. Essa palavra é usada nos evangelhos como em Mateus 5:22, 29 e não significa um inferno de fogo eterno. Nos dias de Jesus o local era um depósito de corpos de animais e lixo em putrefação; os moradores sempre ateavam fogo para consumir os restos ali deixados. Esse lugar Jesus apontou para simbolizar o fim trágico que aguarda os desobedientes.

HADES (grego)

Usada no Novo Testamento juntamente com SHEOL (hebraico) usada no Antigo Testamento significam “sepultura", "lugar dos mortos" ou "morada dos mortos”. Entre outras passagens a palavra hades encontra-se em Apocalipse 20:13. Aqui o inferno (sepultura) é o lugar onde estão os mortos. Sheol, seu equivalente hebraico, é utilizado em Jó 17:16 como o pó da terra onde os mortos ficam, enquanto Isaías 14:9-11 utiliza a palavra sheol como o lugar onde os bichos comem os cadáveres.

TANATO (grego)

Ocorre em vários lugares, como acontece em I Coríntios 15:55. Traduções revisadas deixaram de usar a palavra inferno pela palavra morte, corretamente. Lá diz “onde está ó morte (tanato) a tua vitória, onde está ó inferno (tanato=morte) o teu aguilhão?” O verso anterior (54), diz que o inferno (morte) não detém a vitória, graças a vitória de Jesus Cristo.

TÀRTARO (grego)

Significa "lugar de trevas". Esta palavra ocorre na Bíblia apenas uma vez em II Pedro 2:4. O próprio texto declara que os anjos foram expulsos da presença de Deus, ou seja da luz, para as trevas. Conforme diz o texto nesse “inferno” não há fogo, mas somente a escuridão da ausência de Deus. Apocalipse 20:9,10,14 diz que estes que foram expulsos estão aguardando o Juízo Final quando, e somente então, serão lançados no Lago de Fogo.
 

O que a Bíblia diz sobre o inferno?

Quando

[leia Atos dos Apóstolos 17:31 e Apocalipse 20:5,7-9]
A Bíblia cita o "fogo devorador" que consumirá os ímpios quando o juízo de Deus for executado. Este juízo executivo acontecerá após o milênio (mil anos), que passa a contar à partir da volta de Jesus. Portanto é um evento futuro. Ninguém está passando por este momento, por ocasião de sua morte.

Quem

[leia Mateus 13:40-42 e Mateus 25:41]
Pelo julgamento divino, aqueles que foram condenados à morte eterna junto com o Diabo e seus anjos serão consumidos pelo fogo. Será condenado todo aquele que desobedecer aos mandamentos e ensinos divinos, e não se arrepender aceitando Jesus Cristo como seu Salvador pessoal.

Duração

[leia Judas 1:7, 2 Pedro 2:6, Mateus 10:28 e Ezequiel 18:23,32]
Embora a expressão "castigo eterno" nos pareça que o fogo queimará para sempre, não é este seu significado. O significado pode ser entendido quando percebemos que as cidades de Sodoma e Gomorra receberam o "castigo do fogo eterno" mas foram "reduzindas a cinzas" e não queimam mais. Logo, o termo "eterno" se aplica à consequência, e não à duração de sua ação. Se os maus fossem destinados a queimar eternamente no fogo, os mesmos nunca morreriam; seriam imortais! Essa idéia contraria tudo o mais que aprendemos sobre a morte e portanto é inválida. Deus é amor e o conceito de sofrimento eterno é contrário à sua natureza. Ele não tem prazer no sofrimento do ímpio, embora o castigo deva ser executado por um período definido de tempo.
 

Existe o Purgatório?

Os que acreditam no purgatório assim o definem: lugar onde as almas dos justos são purificadas através de padecimentos (sofrimentos). Segundo os teólogos católicos as pessoas necessitam pagar, através do sofrimento, as penas devidas aos seus pecados. Seus defensores justificam que após a morte, os que cometeram pecado mortal irão para o inferno. Aqueles que estiverem na graça de Deus e livres de pecados mortais irão diretamente para o paraíso. As pessoas cujas faltas não foram expiadas por completo, permanecerão no purgatório até estarem em condições de irem para o céu.

A doutrina do Purgatório pregada pela Igreja Católica, a doutrina da Reencarnação pregada pelo Espiritismo e a doutrina da Segunda Chance pregada pela Igreja das Testemunhas de Jeová tem o mesmo objetivo: Iludir o homem, levando-o a pensar que ainda haverá uma nova oportunidade quando seus erros poderão ser corrigidos. Deste modo, a transformação de vida conforme Jesus Cristo ordenou é postergada (deixada para depois), enquanto a vida é entregue aos prazeres efêmeros prometidos por este mundo condenado.

Conforme estudaremos a seguir, à luz da Bíblia, estas teorias são falsas e têm levado uma multidão de pessoas a desperdiçarem a única oportunidade que têm de viver ao lado de Cristo nesta vida e no porvir.
 
  1. Em 2 Coríntios 5:10 está escrito que todos compareceremos perante o tribunal de Cristo, (conforme estudamos, por ocasião de Sua volta) e receberemos a recompensa merecida, seja ela boa ou má. Após o veredito a pena será imediata e não haverá outra chance.
  2. Os textos de Hebreus 3:7-8,13 e 2 Coríntios 6:2 deixam claro que a oportunidade de arrependimento dos pecados e aceitação do sacrifício de Jesus em nosso favor é hoje, enquanto estamos vivos! Interceder em oração por pessoas que já morreram é vão.
  3. Contrariando a "classificação de pecados", utilizada pela teoria do purgatório para definir quais deles condenam o indivíduo para o inferno ou ao purgatório, Tiago 2:10-11 afirma categoricamente que todos os pecados têm a mesma importância na lei! Não há pecadão e pecadinho. A condenação para qualquer um deles é a mesma: Morte.
  4. Outro engano proposto é que o sofrimento durante o purgatório seria capaz de purificar o ímpio e habilitá-lo para o céu. A justificação pela fé, defendida por Lutero e o Movimento Protestante derrubou quaisquer argumentos de que o próprio pecador poderia justificar-se mediante obras. Efésios 2:8-9, Romanos 3:23-25, Romanos 6:23 e João 3:16-17 deixam claro que o único meio de sermos purificados de nossos pecados (justificados) é através da graça, concedida pela morte de Jesus na cruz.
  5. Mediante os méritos do sacrifício de Cristo, todo pecado pode ser perdoado sem a necessidade de qualquer penitência ou indulgência por parte do pecador; A expiação é completa e perfeita, conforme 1 João 1:9.
 

Recapitulação

Neste estudo bíblico, descobrimos as seguintes verdades sobre a morte:
  • A Bíblia define "alma vivente" como composta indivisivelmente pelo "fôlego de vida" (imaterial) e o "pó da terra" (material).
  • Quando o homem morre, os componentes citados voltam à suas origens e ele deixa de existir. Não possui mais consciência.
  • Não é possível consultar os mortos. Essa prática é suportada por Satanás e seus anjos.
  • A morte é o fim. Não há reencarnação ou espécie alguma de segunda chance.
  • A sentença do juízo divino não ocorre imediatamente após a morte, mas apenas quando Jesus voltar a este mundo. Enquanto isso não ocorre, os mortos permanecem como que num sono.
  • Somente após o juízo divino os justos serão salvos e irão para o céu viver eternamente, enquanto os injustos serão condenados e morrerão para não mais acordar.
  • Não há purgatório ou inferno, considerado como local de sofrimento eterno.
  • Por amar o homem, Jesus proveu um meio de salvá-lo perfeitamente da morte, através de Seu sacrifício na cruz do calvário; pagando o preço do pecado, somos libertos de sua escravidão e consequências.
  • Aqueles que morreram em Cristo, serão ressucitados quando Jesus voltar e viverão num ambiente sem tristeza, morte ou dor.
  • Deus ama você e espera sua entrega, para não experimentar a morte eterna.

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