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Ministério da Música

A igreja precisa de músicos que procurem equilibrar os pêndulos da tradição e da modernidade
A-música-que-não-parou-no-tempo

Uma ideia que persiste na maioria das comunidades cristãs com mais de um século de existência é a de que a música adequada para adoração deve ter a mesma idade dessa igreja. Não é raro que parte desse antigo repertório proclame a verdade presente com o som inadequado para os ouvidos contemporâneos. E também não é raro que esses hinos tradicionais ainda tenham mais a nos dizer do que muitas canções contemporâneas.

Não é que a igreja hoje seja menos racional, menos emotiva, menos envolvida ou menos ativa do que a igreja do século 19. Aliás, quem se dedicar a conhecer os cultos e as músicas dos seus pioneiros terá muitas surpresas. Na verdade, é somente uma igreja diferente, multiétnica, distribuída em centenas de países, distante mais de um século da cultura musical na qual surgiram os hinos que nós chamamos de tradicionais e que os pioneiros consideravam contemporâneos.

Músico que moldou o estilo do quarteto brasileiro nas décadas de 1980 e 1990, aceitou novo convite para ser diretor musical do grupo
Jader Santos retorna para o quarteto Arautos do Rei

Jader Santos já integrou o quarteto Arautos do Rei em duas ocasiões: de 1984 a 1990 e de 1993 a 2001. Foto: arquivo pessoal

Depois de trabalhar como professor de música no Unasp, campus Engenheiro Coelho, onde dirigiu o 7mus, um quinteto masculino de jovens, o maestro Jader Santos aceitou o convite para retornar ao grupo. Ele substitui o maestro Ricardo Martins na direção musical dos Arautos.

Jader Santos começou a sua história no quarteto em 1983, quando se tornou pianista do grupo. O músico é considerado um dos responsáveis por moldar o estilo do quarteto brasileiro, dando-lhe uma personalidade própria. Durante os 15 anos em que exerceu esse ministério, “ele rompeu com a tradição de copiar fielmente tudo o que A Voz da Profecia norte-americana produzia”, conforme escreveu Quelen Priscila da Cruz, autora de uma reportagem sobre o perfil do músico que foi publicada na edição de junho de 2015 da Revista Adventista (leia o texto na íntegra aqui).

A qualidade técnica é importante na escolha dos ministros de louvor, mas não é o critério número um
Para que a música atinja seus objetivos, aqueles que a executam precisam ser instrumentos consagrados. Foto: William de Moraes

Para que a música atinja seus objetivos, aqueles que a executam precisam ser instrumentos consagrados. Foto: William de Moraes

A música é uma das artes mais lindas que existem. Uma música bem executada é uma inspiração. Gosto muito de música e agradeço a Deus por ter dado sabedoria aos meus pais para que me colocassem em contato com ela desde cedo. Toco alguns instrumentos e os uso para louvar a Deus. O fato de eu ter crescido na Igreja Adventista é outro privilégio, pois nossa denominação tem alta qualidade em suas produções musicais.

Além das bênçãos espirituais, a música traz diversos benefícios cognitivos e psicológicos para aqueles que se envolvem com ela, inclusive o convívio com outras pessoas e a segurança emocional. Isso não é de admirar, uma vez que a música foi criada por Deus, e tudo o que ele faz é bom.